Constituições da Associação dos Padres diocesanos do Prado

Eis uma versão numérica das Constituições da “Associação dos Padres do Prado” em língua brasileira.

Se fosse utilizada para reimpressão, atenção que corrigi alguns erros da versão impressa, talvez introduzi erros que não exisitiam…

Os títulos de cada parágrafo não existem no original das Constituições, nem em francês, nem em português. Foram colocadas aqui para facilitar a leitura das constituições, em particular num olhar sobre o índice.

Constituições da Associação dos Padres do Prado. 1

  1. Fruto de uma graça do Espírito Santo. 1
  2. Foi o mistério da Incarnação que me converteu… 1
  3. Antônio Chevrier pediu a graça da pobreza para anunciar a Boa Nova do Reino aos pobres. 1
  4. fazer do Evangelho a nossa regra de vida, conhecer Jesus a dá-lo a conhecer «Quadro de Saint Fons». 2
  5. « Quadro de Saint Fons », caminho que devemos percorrer e o Verdadeiro Discípulo. 2
  6. Prado: um Instituto secular clerical de direito pontifício com padres e leigos consagrados. 2

Primeira parte: Vocação e missão do Prado nas Igrejas diocesanas. 4

  1. É na Igreja que cresce a nossa vocação pradosiana. 4
  2. Seguir Cristo no “presépio, no calvário e no tabernáculo”. 4
  3. “O presépio é o princípio de toda a obra de Deus”. 4
  4. “A cruz é a salvação e a glória”. 5
  5. “Tomai e comei: tornar-se bom pão”. 5

Discípulos de Jesus Cristo. 6

  1. Estudo do Evangelho, estudo mais necessário para fazer o padre. 6
  2. Contemplar Jesus no Evangelho e na vida para nos tornar mais capazes de transformar o mundo. 6
  3. Partilhar a vida dos pobres da terra e descobrir neles o rosto de Cristo. 6
  4. Acolhemos com alegria os companheiros a quem o Espírito Santo comunica esta mesma atracção. 7
  5. Promessa de Jesus aos seus discípulos: comer e beber a (à ) sua mesa no Reino. 7
  1. Participar do anúncio da Boa Nova aos pobres. 8
  2. Tomar iniciativas para viver mais profundamente o amor preferencial de Cristo pelos pobres. 8
  3. Vocação dos padres do Prado para formar padres pobres para evangelizar os pobres. 8
  4. Formar bons catequistas para os pobres no seguimento de Cristo. 8
  5. A partir de Cristo, tomar iniciativas apostólicas com os pobres em referência permanente. 9
  1. Uma vocação vivida nas Igrejas diocesanas por padres e leigos consagrados. 10
  2. Os padres. 10
  3. Participam em tudo da vida do clero diocesano. 10
  4. O bispo é o nosso verdadeiro responsável 10
  5. Nenhum método particular, mas uma orientação e disponibilidade para com os pobres. 10
  6. Pedir a possibilidade de fazer equipe de vida entre pradosianos. 10
  7. Disponíveis para ser Fidei Donum.. 10
  8. Pedimos aos nosso irmãos padres para nos ajudarem na nossa resposta. 11
  9. Os leigos consagrados. 11
  10. Irmãos que querem se tornarem sinal no meio dos pobres. 11
  11. Irmãos vivendo a pobreza, o sacrifício, a caridade. 11
  12. Permanecendo entre os mais pequenos, trabalharemos com os pobres. 11
  13. Escolhemos viver, na medida do possível, em equipe de vida comum.. 11
  14. Partilha da vida fundada no Evangelho e no amor dos pobres. 12
  15. Diretórios. 12
  16. Complementaridade entre padres e irmãos do Prado. 12

Segunda parte: a resposta dos pradosianos ao apelo de Deus. 13

  1. Necessidade de um compromisso pessoal de cada um.. 13

“Conhecer Jesus Cristo é tudo, o resto é nada”. 13

  1. Estudar o Evangelho na escola de Antônio Chevrier 13
  2. Contemplar a vida à luz do Evangelho para achar as sementes do Verbo. 13
  3. Contemplar o mistério da Igreja. 14

“Possuir o Espírito de Deus é tudo”. 14

  1. Rezar para pedir o Espírito Santo, se confiar na Virgem Maria, rezar os Salmos. 14
  2. Ajudar nos a discernir os apelos dos povos pobres e dos pobres dos nossos povos. 14
  3. O Espírito de Deus na Igreja, nas autoridades, nos pobres. 14

43 O Espírito Santo é raro e não se encontra num regulamento apenas exterior 15

“Uma só coisa é necessária: anunciar Jesus Cristo aos pobres”. 15

  1. Nós escolheremos de preferência a companhia dos pobres até ser padres operários. 15
  2. Instruir de maneira simples, coração como cadinho onde Evangelho e vida se encontram.. 16
  3. Trabalhar para os pobres terem o seu lugar na Igreja e suscitar vocações para e entre os pobres. 16

“A via dos conselhos é a via do amor verdadeiro”. 16

  1. Tornar-nos um outro Jesus Cristo. 16
  2. Acolher os apelos que nos vêm dos sinais dos tempos na secularidade. 17

Pobreza. 17

  1. Viver como Jesus pobre e ser sinal para os pobres. 17
  2. lutar pela dignidade e pela libertação dos pobres. 17
  3. Verificar regularmente a nossa pobreza concreta. 17
  4. Não hesitar a fazer o trabalho doméstico e material 18
  5. O Instituto deve viver a regra do necessário. 18
  6. Partilhar os nossos bens inclusive com o Instituto do Prado. 18
  7. Viver a pobreza no exercício do ministério. 18
  8. Fecundidade da pobreza evangélica vivida na humildade. 19

Obediência. 19

  1. Por amor de Jesus Cristo obediente até à morte na cruz, a nossa virtude principal 19
  2. Obedecer a Deus na humildade e na perseverança. 19
  3. Obedecer fazendo conhecer o que percebemos do Espírito Santo. 20
  4. O que implica o nosso compromisso de obediência. 20
  5. Seguir Cristo na sua obediência até a morte na cruz. 20

Castidade. 20

  1. Exprimir a radicalidade do amor de Cristo para os mais desprezados no mundo. 20
  2. Ter verdadeiras relações de amizade sem nos apropriar por causa do Reino de Deus. 21
  3. Rever regularmente a nossa vida afetiva. 21
  4. Com Maria, pelo Espírito, com ajuda dos irmãos, à luz do « Quadro de Saint Fons ». 21
  1. Vida fraterna fundada na oração de Cristo: que todos sejam um só! 22
  2. Vida fraterna fundada sobre a partilha do Evangelho e onde se encontra tudo. 22
  3. Vida fraterna a viver primeiro no presbitério. 22
  4. Seguir Cristo no seu despojamento, participar dos encontros do Prado. 22
  5. Juntos responsáveis pelo Prado, atenção particular para com os superiores. 23
  6. Sob a forma de equipe de vida quando for possível 23
  7. Acolher-se mutuamente à imagem do Servo que se dá para todos. 23

Terceiar parte: Formação e compromisso. 24

  1. Necessária formação. 24
  2. Formar colocando Jesus Cristo como fundamento de tudo e em comunidade no meio dos pobres. 24
  3. Instruir, corrigir e pôr em ação, levar a agir… deixar Jesus formar no meio do povo. 24
  4. Uma prioridade para o formador nomeado pelos responsáveis maiores com acordo do responsável geral 25
  5. Formação: Consta em Primeira Formação, formação contínua e ano pradosiano. 25
  6. Um período de acolhimento antes da Primeira Formação. 25
  7. Finalidade da Primeira Formação. 26
  8. Necessidade de uma formação permanente. 26
  9. O ano pradosiano. 26
  1. Um compromisso a se unir à pessoa de Jesus na evangelização dos pobres, vivendo os conselhos evangélicos. 26
  2. Uma promessa numa celebração litúrgica com referência explícita ao « Quadro de Saint Fons ». 27
  3. Um compromisso recebido pelo responsável maior ou seu delegado. 27
  4. Um compromisso temporário de 5 anos, depois um compromisso perpétuo. 27
  5. A fórmula do compromisso. 27
  6. Necessário acordo do bispo antes do compromisso temporário. 28
  7. Responsável maior e conselho recebem pedidos formais para a Primeira Formação. 28
  8. O compromisso temporário de 5 anos que pode ser prolongado de mais 2 anos antes compromisso perpétuo. 28
  9. Saídas, expulsões e transferências. 28

Quarta Parte: organização da Associação dos Padres do Prado. 29

  1. Meios concretos que nos ajudam a fazer a obra de Deus. 29
  2. Dependência da Santa Sé e dos bispos. 29
  3. Dependência imediata e exclusivamente da Santa Sé na sua organização. 29
  4. Padres do Prado dependem direitamente dos seus bispos. 29
  5. Organização por diocese e região. 29
  6. Comunidades diocesanas. 29
  7. Outra forma de organização. 29
  8. Organização dos Prado diocesanos. 29
  9. Comunidades regionais erigidas. 29
  10. O Conselho responsável de erigir os Prado regionais. 29
  11. Organização dos Prado regionais erigidos. 30
  12. Responsável dos Prado Regionais erigidos eleitos por 6 anos no maximo. 30
  13. Responsável deve ter compromisso perpétuo. 30
  14. Responsabilidade plena dos Prado erigidos pelos seus membros. 30
  15. Composição das assembléias dos Prado erigidos. 30
  16. Prado geral responsável para os pradosianos em territórios onde não há Prado erigido. 30
  17. Todo pradosiano deve encontrar o que necessita para viver a sua vocação. 30

III. Os leigos consagrados na Associação. 30

  1. Direito de ter uma organização particular nos Prado erigidos com um diretório. 30
  2. Formação, admissão. 30
  3. Representação no governo do Instituto. 31
  4. Facilitar a partilha entre os irmãos de várias regiões. 31
  5. Incardinação no Prado. 31
  6. Regra geral: incardinação nas dioceses. 31
  7. Excepcionalmente, possibilidade incardinação no Prado. 31

Seminaristas e seminário. 31

  1. Os seminaristas podem seguir a Primeira Formação. 31
  2. O seminário do Prado. 31
  3. Sob a responsabilidade do Responsável geral e do seu Conselho. 31
  4. Os associados. 31
  5. Possível associação de padres, diáconos e leigos. 31
  6. Ser associado como, e para que?. 31
  7. Dever de apoio dos responsáveis aos associados. 32

VII. A autoridade no interior da “Associação dos Padres do Prado”. 32

  1. Responsáveis agem em conformidade com orientações da Santa Sé, dos bispos, do carisma do Prado. 32
  2. Só há um Mestre e Superior que é Jesus Cristo. 32
  3. Estatutos e direito: 32
  4. Constituições votadas por assembléia geral (2/3) e aprovada(s) (pela) por Santa Sé. 32
  5. Diretório votado por 2/3 da Assembléia Geral 32
  6. Responsável age de acordo com as constituições e diretório. 32
  7. A Assembléia Geral 32
  8. A Assembléia Geral primeiro lugar da autoridade. 32
  9. Assembléia Geral extraordinária. 33
  10. Composição da Assembléia Geral 33
  11. Assembléia Geral presidida pelo Responsável geral ou o Primeiro Assistente. 33
  12. Regras de eleição do Responsável geral 33
  13. Regras de eleição dos conselheiros. 34
  14. Caso o Responsável geral ou um conselheiro parar as suas funções. 34
  15. O Responsável geral e o seu Conselho. 34
  16. Autoridade Responsável geral e o seu Conselho. 34
  17. Tarefas do Responsável 34
  18. Casos onde o Responsável geral deve pedir um voto deliberativo. 35
  19. Casos onde o responsável deve pedir o parecer do seu Conselho. 35
  20. Substitução do Responsável geral a pedido do Conselho Geral 35
  21. Os responsáveis dos Prado com o seu Conselho. 35
  22. São moderadores maiores. 35
  23. Tarefas dos responsáveis dos Prado regionais. 36
  24. Casos em que o responsável do Prado erigido deve pedir voto deliberativo do seu Conselho. 36
  25. Casos em que o responsável do Prado erigido deve pedir opinião do seu Conselho. 36
  26. Conselho do Prado Geral deve ser informado pelos Prado erigidos. 36

VIII. O Secretário Geral e o Ecônomo Geral. 36

  1. Tarefas do Secretário Geral 36
  2. Tarefas do Ecônomo Geral 36

A família espiritual do Prado. 38

  1. A família espiritual do Prado. 38

Ó Verbo, Ó Cristo. 39

Ó Verbo, Ó Cristo. 40

QUADRO DE SAINT-FONS. 42

Capítulo 1: Origem e natureza da “Associação dos Padres do Prado”:

1. Fruto de uma graça do Espírito Santo

A “Associação dos Padres do Prado[1]” é fruto de uma graça concedida pelo Espírito Santo à Igreja na pessoa de Antônio Chevrier, padre da diocese de Lyon, para a evangelização dos pobres. Enviado em 1850 pelo seu Bispo para o bairro popular de La Guillotière, de Lyon, este padre, apaixonado por Jesus Cristo, procurava dá-lo a conhecer e amar. Sofria com a separação existente entre a Igreja do seu tempo e esta população de “pobres”, de “ignorantes” e de “pecadores”[2]. A miséria do povo, constatada uma vez mais por ocasião da paróquia de Santo André.

2. Foi o mistério da Incarnação que me converteu…

Ao meditar o mistério da Incarnação na noite de Natal de 1856, Antônio Chevrier recebeu luzes que iriam fixar a orientação da sua vida e do seu ministério junto dos pobres. “Foi em Santo André, dizia ele, que o Prado nasceu. Foi meditando durante a noite de Natal sobre a pobreza de Nosso Senhor e sobre a sua descida para o meio dos homens que resolvi deixar tudo e viver o mais pobremente possível… Foi o mistério da Incarnação que me converteu… Dizia comigo: o Filho de Deus desceu à terra para salvar os homens e converter os pecadores. E no entanto, que vemos? Quantos pecadores há no mundo! Os homens continuam a condenar-se. Então, decidí-me a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo de mais perto a fim de me tornar mais capaz de trabalhar eficazmente pela salvação das almas. E o meu desejo é que vós próprios sigais de perto Nosso Senhor.”[3]

3. Antônio Chevrier pediu a graça da pobreza para anunciar a Boa Nova do Reino aos pobres

À luz deste “belo mistério da Incarnação”[4], Antônio Chevrier pediu a graça da pobreza e decidiu percorrer o caminho do “verdadeiro amor que nos aproxima mais de Jesus Cristo, conformando-nos com Ele, com a sua vida”[5] e com a sua missão. Sentiu-se chamado a associar e, em seguida, a formar colaboradores com a mesma vocação: participar segundo o Espírito de Deus, na consagração e na missão de Jesus Cristo para anunciar a Boa Nova do Reino aos pobres e tornar visível uma comunidade cristã no meio deles.[6]

4. fazer do Evangelho a nossa regra de vida, conhecer Jesus a dá-lo a conhecer «Quadro de Saint Fons»

O Padre Chevrier ensina-nos a fazer do Evangelho a nossa regra de vida e a fonte da nossa ação apostólica junto dos pobres. Eis como ele próprio exprimia o objetivo do Prado: “Não estamos aqui para isto e só para isto: conhecer Jesus Cristo e o seu Pai e dá-lo a conhecer aos outros?… Aqui está a nossa vida e o nosso amor.”[7]

5. « Quadro de Saint Fons », caminho que devemos percorrer e o Verdadeiro Discípulo

Movidos hoje pelo encontro dos pobres do nosso mundo e tomando Antônio Chevrier como guia espiritual, comprometemo-nos a darmo-nos “inteiramente” a Cristo, o Verbo feito carne, e a deixarmo-nos conduzir e formar pelo seu Espírito para “ser totalmente d’Ele”, e “seguí-lo” em todos os aspetos da sua vida de Enviado do Pai.[8]

“Como o Pai me enviou, também eu vos envio”[9]: esta palavra de Jesus, constantemente meditada pelo Padre Chevrier, é a fonte da sua compreensão da missão do padre e da sua maneira de a viver. O « Quadro de Saint Fons » no qual ele contempla a maeira como o Verbo realizou a sua missão de Enviado do Pai[10] traça-nos o caminho que teremos de percorrer para nos tornarmos discípulos e apóstolos de Jesus Cristo entre os pobres.

“ »Sacerdos alter Christus ». Devemos reproduzir na nossa vida a vida de Jesus Cristo nosso modelo: ser pobre como Ele no presépio, ser crucificado como Ele na cruz para a salvação dos pecadores e ser dado em alimento como Ele no sacramento da Eucarístia. O padre é, como Jesus, um homem despojado, um homem crucificado, um homem que se dá em alimento.”[11]

Para a formação dos membros da sua família, o Padre Chevrier escreveu o “Verdadeiro Discípulo”, onde nos dá a conhecer o essencial do seu pensamento sobre a vida do “padre segundo o Evangelho” e as orientações fundamentais da “Associação dos Padres do Prado”.

Fazendo assim a opção de em tudo seguir Jesus Cristo na senda do Evangelho, estamos certos de promover a glória d’Aquele que nos envia, de trabalhar eficazmente pela salvação dos homens e de encontrar, entre os pobres deste mundo, a alegria e a felicidade que Jesus prometeu aos seus discípulos.

6. Prado: um Instituto secular clerical de direito pontifício com padres e leigos consagrados

A “Associação dos Padres do Prado”, para viver a sua vocação e a sua missão no quadro da vocação e da missão apostólica do Povo de Deus, constitui na Igreja um “Instituto secular clerical de direito pontifício” segundo as normas do direito da Igreja para os institutos seculares.

O Instituto é formado por padres e por leigos consagrados. Os padres vivem esta vocação apostólica na sua condição de padres seculares, isto é, como padres qu estão no mundo cooperadores da ordem episcopal e servidores do Povo de Deus dentro de um presbitério, recebendo assim a sua missão canônica imediatamente do bispo da diocese[12]. Os leigos consagrados vivem esta mesma vocação no mundo, consagrando toda a sua vida seguindo o Evangelho e participando na missão de evangelização da Igreja.

O conjunto dos Estatutos aplica-se aos leigos consagrados tal como aos padres, exceto naquilo que diz respeito ao exercício do ministério.


Primeira parte: Vocação e missão do Prado nas Igrejas diocesanas

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu. Me enviou para anunciar a Boa Nova aos pobres”. (Lc 4,18)

Capítulo 2: A vocação apostólica dos pradosianos

7. É na Igreja que cresce a nossa vocação pradosiana

É na Igreja que cresce a nossa vocação pradosiana de discípulos e apóstolos de Jesus. Conscientes das nossas limitações e com humildade, damos graças ao Pai por nos ter concedido uma atração especial que nos leva a conhecer a Jesus Cristo, a dar-nos a Ele e a ir com Ele e como Ele ao encontro dos pobres, dos oprimidos e dos pecadores para partilhar as suas vidas e entre eles dar testemunho da Boa Nova do Reino, sob o impulso do Espírito.

Pela imposição das mãos e pela unção do Espírito, aqueles que de entre nós foram ordenados padres, foram constituídos ministros de Jesus Cristo no meio dos povos para garantir o sagrado serviço do Evangelho. A graça do nosso sacerdócio que nos configura com Cristo Sacerdote a fim de nos tornar capazes de agir em nome de Cristo Cabeça, exige que vivamos o nosso ministério como verdadeiros discípulos de Jesus Cristo ao serviço dos pobres.[13] Aqueles que de entre nós são leigos, desejam dar testemunho da fecundidade apostólica do carisma do Prado como batizados no meio das realidades do mundo. A nossa consagração a Cristo para O seguir de mais perto leva-nos a fazer uma oferta de todo o nosso ser “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”[14], a fim de nos tornarmos fiéis, num sinal do Reino entre os pobres.

Os diversos membros do Povo de Deus com os quais colaboramos para que as nossas Igreja locais possam realizar a sua missão, contribuem para nos ajudar a descobrir os caminhos que devemos seguir para realizar a nossa vocação particular nas nossas dioceses. Eles também devem poder contar com a nossa fidelidade para viver a sua vocação própria.

8. Seguir Cristo no “presépio, no calvário e no tabernáculo”

A fim de nos tornamos discípulos e testemunhas do Enviado do Pai, na realização da Obra de Deus, procuramos tornar-nos disponíveis ao seu Espírito que nos apela a seguir Cristo no “presépio, no calvário e no tabernáculo”. São estas as etapas a percorrer e os sinais a dar para que os homens possam encontrar no seu caminho testemunhas de Jesus Cristo.[15]

9. “O presépio é o princípio de toda a obra de Deus”[16]

O Espírito do Pai que guiou a vida e a missão de Jesus torna-nos conformes com a sua “condição de servo”[17] e leva-nos a seguir Cristo que, “pela sua incarnação se ligou às condições sociais e culturais dos homens com os quais viveu”[18]. Através desta comunhão com o Verbo, que se fez pobre para nos enriquecer com a sua nobreza[19], temos a garantia de nos tornar-mos mais capazes de anunciar o Evangelho a todos os homens, ricos ou pobres, sábios ou ignorantes, bons ou maus.[20] Esta graça, que acolhemos com alegria, compromete-nos antes de mais a ir com Cristo ao presépio para aí nos fazermos pobres[21]. “É o primeiro exemplo que Jesus Cristo nos dá ao entrar no mundo.”[22]

O Menino de Belém revelou a cada homem a sua dignidade inalienável. Com ele somos enviados, em Igreja, de preferência aos abandonados pela sociedade a fim de partilhar por amor as suas condições de vida de tal modo que eles possam reconhecer, através do nosso ministério apostólico, a presença de Cristo vivo e a sua grandeza de filhos de Deus. “Irei para o meio deles e viverei a sua vida; estas crianças verão de mais perto quem é o padre e eu dar-lhes-ei a fé.”[23].

10. “A cruz é a salvação e a glória”[24]

O Espírito de Cristo, Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas[25], apela-nos a viver hoje a sua obediência filial ao Pai, a sua oração de intercessão, a sua compaixão pelos pobres e pelos pecadores, a sua maneira de anunciar a vinda do Reino de Deus e de lhe abrir os corações, a sua paciência na formação dos seus apóstolos e os seus combates libertadores contra o espírito do mundo, contra os ídolos e a falsa religião. Esta vida apostólica implica que levemos todos os dias, com alegria e com amor, a cruz que brota da própria missão, da solidariedade com os nossos povos, de uma vida segundo o Evangelho e da fidelidade à Igreja.[26]

“Instruir, retomar, corrigir, dar exemplo, converter, tudo isso não pode ser feito sem sofrimento”[27]. O sofrimento é o “grande sinal do verdadeiro amor”, “o caráter de um verdadeiro apóstolo de Jesus Cristo”[28]. Aceitamos, como o apóstolo Paulo, sermos crucificados com Cristo, “a fim de que a vida de Jesus também seja manifestada na nossa carne mortal”[29].

11. “Tomai e comei: tornar-se bom pão”[30]

O Espírito de Amor que brilha em Cristo ressuscitado, Pão de Vida para todos os homens, tornar-nos-á capazes de “ser o bom pão” para o povo e, de maneira particular, para os membros das comunidades que somos chamados a edificar com os pobres.

Para que este Amor encha totalmente a nossa vida e o nosso ministério, somos chamados a viver a castidade no celibato. No mistério da Eucarístia, comungando a Palavra e o Corpo de Cristo, somos chamados a nos oferecer todos os dias em sacrifício,[31] a fim de nos tornarmos alimento para todos os que procuram uma resposta de amor, de verdade e de libertação definitiva. “Tomaremos por divisa de caridade esta palavra de Nosso Senhor: Tomai e comei, vendo-nos como um pão espiritual que a todos deve alimentar pela palavra, pelo exemplo e pela doação.”[32]

Discípulos de Jesus Cristo

12. Estudo do Evangelho, estudo mais necessário para fazer o padre

Este apelo a reproduzir nas nossas vidas os traços distintivos do Salvador exige que demos muito tempo à contemplação e ao estudo do Enviado do Pai. Para isso, estudar Jesus Cristo tal como nos é revelado nas Escrituras e na Tradição viva da Igreja, constituirá todo o nosso estudo sob a orientação do Espírito.[33] “Nenhum estudo, nenhuma ciência devem ser preferidos àquele. Este é o estudo mais necessário, o mais importante sobretudo para aquele que quer ser padre, seu discípulo, porque só este conhecimento pode fazer os padres.”[34]

“Conhecer Jesus Cristo, amar Jesus Cristo, imitar Jesus Cristo, seguir Jesus Cristo, é todo o nosso desejo e toda a nossa vida!”[35]

13. Contemplar Jesus no Evangelho e na vida para nos tornar mais capazes de transformar o mundo

Esta contemplação da beleza, da grandeza e da bondade do Verbo feito carne leva-nos a tomá-lo “como nosso único e exclusivo Mestre”[36]. Escolhidos para ser d’Ele, seguimo-lo como “um amigo segue outro amigo”[37]. Pondo n’Ele toda a nossa confiança[38], o nosso único desejo é encher-nos do seu Espírito. Unidos a Jesus como “nossa Luz” e “nossa sabedoria”[39], acreditamos que a sua palavra se cumprirá em nós: “Vós sois o sal da terra; vós sois a luz du mundo”[40]. Pelo Estudo do Evangelho, pela oração, a contemplação da vida da Igreja e da vida dos homens, deixamos que o Espírito, na própria ação pastoral, forme em nós Jesus Cristo[41]. Desta maneira tornamo-nos mais capazes de transformar o mundo e de conduzir os mais pequenos à fé em Jesus.

14. Partilhar a vida dos pobres da terra e descobrir neles o rosto de Cristo

“Deus escolheu aqueles que são pobres aos olhos do mundo para os fazer ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam”[42]. Por isso, entramos na sua escola a fim de nos tornarmos discípulos do Evangelho de Jesus Cristo no qual somos constituídos “ministros de uma nova Aliança”[43].

Para acolher nos povos a que somos enviados, o Evangelho que temos a responsabilidade de lhes anunciar, o Espírito Santo leva-nos a partilhar a vida dos pobres da terra e a descobrir neles o rosto de Cristo.

É por isso que, como Maria, “Figura da Igreja”[44], queremos guardar e meditar no nosso coração o mistério do seu Filho tal como Ele se manifesta na vida de todos aqueles que são chamados a tornar-se seu povo.

15. Acolhemos com alegria os companheiros a quem o Espírito Santo comunica esta mesma atracção

A fim de melhor viver a nossa condição de discípulo e de melhor realizar a obra de Deus entre os pobres, acolhemos com alegria os companheiros a quem o Espírito Santo comunica esta mesma atracção e sentimo-nos chamados a procurar com eles, como sermos sinais vivos de Cristo, Luz e Salvador dos homens: “Vinde, vamos meditar estas coisas em conjunto e pô-las em prática… Jesus será nosso Mestre. Tudo pode ser compreendido com Ele, tudo se pode unir n’Ele. Ele é o laço forte e inseparável que une os corações verdadeiramente desejosos de O seguir.”[45]

16. Promessa de Jesus aos seus discípulos: comer e beber a (à ) sua mesa no Reino

O Evangelho ensina-nos que a eficácia apostólica junto dos pobres é o fruto de uma vida pobre, sacrificada e dada. Para avançar neste caminho, apoiamo-nos no poder do Espírito e na fé da Igreja que nos transmite as promessas feitas por Jesus Cristo a todos aqueles que O seguem: “Vós estivestes sempre junto de Mim nas Minhas provações, e Eu disponho a vosso favor do Reino, como Meu Pai dispõe dele a Meu favor, a fim de que comais e bebais à Minha mesa, no meu Reino.”

Capítulo 3: A missão da “Associação dos Padres do Prado”

17. Participar do anúncio da Boa Nova aos pobres

Sacramento de Cristo que veio “anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, o recobrar da vista, mandar em liberdade os oprimidos, proclamar um ano de graça do Senhor”[46], a Igreja é chamada a entrar neste mesmo caminho: anunciar o Evangelho aos pobres a fim de comunicar os frutos da salvação a todos os homens.[47]

A “Associação dos Padres do Prado” participa nesta missão ajudando os seus membros a percorrer o caminho indicado no capítulo anterior.

Ela deve por isso avivar constantemente neles, seja qual for a sua situação, o dinamismo do Espírito que levava Cristo a procurar “as cidades e as aldeias, proclamando a Boa Nova do Reino e curando todas as enfermidades”[48].

18. Tomar iniciativas para viver mais profundamente o amor preferencial de Cristo pelos pobres

A “Associação dos Padres do Prado” deve também, como instituição, procurar e propor iniciativas missionárias em função das necessidades dos pobres a fim de que o povo de Deus viva mais profundamente o amor preferencial de Cristo pelos pobres.

19. Vocação dos padres do Prado para formar padres pobres para evangelizar os pobres

O Padre Chevrier, fundador do Prado, teve o cuidado especial de “preparar para o sacerdócio alguns jovens que não podiam entrar no Seminário” para deles “fazer padres pobres, crucificados, segundo Nosso Senhor, e orientá-los para obras de zelo.” “É este o nosso objetivo, dizia ele… Um padre não pode empregar melhor a sua vida do que formar bons padres para a Igreja… Parece-me que é esta a necessidade da Igreja para os nossos dias e nós nunca faremos demasiado para atingir este objetivo”[49]

Segundo o exemplo e os ensinamentos do Padre Chevrier, desde o princípio, um certo número de Padres do Prado trabalhou na formação dos Padres. O Instituto tem um Seminário cuja fundação data, no seu início, do tempo do Padre Chevrier.

A “Associação dos Padres do Prado” deve sentir-se especialmente responsável por despertar e formar padres pobres para evangelizar os pobres, tanto quanto possível entre os próprios pobres. Os padres do Prado cooperarão de boa vontade na formação dos padres.

20. Formar bons catequistas para os pobres no seguimento de Cristo

O Padre Chevrier pensava que a missão do Prado consistia em formar “bons catequistas” para “os pobres, os ignorantes e os abandonados de toda a gente.”[50] “Ter catequistas parecia ao Padre Chevrier ser “a necessidade da época e da Igreja”[51]. Dizia ele: “Todo o meu desejo é preparar bons catequistas para a Igreja e criar uma associação de padres trabalhando para este fim.”[52]

Ao falar de catequista, o Padre Chevrier não pensava somente nos padres. E é por isso que a “Associação dos Padres do Prado” tem sempre a preocupação de suscitar e de formar, de maneira diferentes segundo as circunstâncias, apóstolos pobres para a evangelização dos pobres, capazes de lhes anunciar o Evangelho e de os acompanhar na sua procura de Deus.

Para isso, a “Associação dos Padres do Prado” procura pôr em prática a pedagogia do Mestre na formação dos seus discípulos: “Na fundação da Igreja, a maior obra do Todo-Poderoso e a mais bela do mundo, Nosso Senhor não emprega nenhum meio exterior. Toma um homem ao qual comunica a sua vida e o seu espírito. Escolhe doze e forma-os para a vida evangélica.”[53]

21. A partir de Cristo, tomar iniciativas apostólicas com os pobres em referência permanente

A “Associação dos Padres do Prado” tem consciência de ter recebido uma graça feita à Igreja para que os pobres sejam evangelizados. No interior das nossas Igrejas locais contribuiremos para que a pessoa de Cristo e a sua missão de Enviado do Pai sejam a fonte de uma compreensão renovada da missão e de iniciativas apostólicas; que as condições de vida dos pobres e as suas culturas sejam um ponto de referência permanente da ação pastoral; e que os sinais do Reino sejam dados por todo o Povo de Deus.

Capítulo 4: Padres seculares e leigos consagrados numa Igreja diocesana

22. Uma vocação vivida nas Igrejas diocesanas por padres e leigos consagrados

É nas Igrejas que os membros do Instituto, padres e leigos consagrados ou irmãos, vivem a sua vocação evangélica ao serviço da evangelização dos pobres segundo o estado de uns e de outros.

A. Os padres

23. Participam em tudo da vida do clero diocesano

Os padres do Prado, ordenados numa Igreja particular e membros estáveis de um presbitério diocesano com o qual partilham o ministério e a fraternidade sacramental, participam em tudo aquilo que constitue a vida do clero diocesano do ponto de vista material, espiritual e pastoral.

24. O bispo é o nosso verdadeiro responsável

Os padres do Prado recebem a sua missão pastoral imediatamente da autoridade diocesana competente. Olhamos com os olhos da fé o nosso Bispo como nosso verdadeiro responsável, depositário da autoridade de Cristo Pastor[54].

25. Nenhum método particular, mas uma orientação e disponibilidade para com os pobres

A “Associação dos Padres do Prado” não tem um método de apostolado particular, mas tem uma orientação apostólica que nos deve caraterizar: evangelizar os pobres, fazendo-nos discípulos de Jesus Cristo e procurando tornar-nos semelhantes a eles.[55] É esta a nossa maneira de colaborar na missão pastoral dos nossos bispos.

Esperamos, por isso mesmo, do nosso bispo que reconheça e encoraje a nossa vocação para evangelizar os pobres. Por preocupação de fidelidade à graça recebida, pedimos-lhe para não nos impôr um ministério junto das classes abastadas da sociedade, mas sermos consagrados às categorias sociais mais abandonadas. Teremos a peito dar a conhecer ao nosso bispo, da maneira mais oportuna, a nossa disponibilidade especial para com os pobres e o nosso desejo de participar ativamente naquilo que pode ser feito com vista à sua evangelização.[56]

26. Pedir a possibilidade de fazer equipe de vida entre pradosianos

Teremos a peito manifestar à autoridade diocesana o desejo de estarmos perto uns dos outros para nos podermos ajudar comunitariamente e até, se possível e oportuno, a nossa disponibilidade para criar ou continuar uma equipe de vida comum entre pradosianos. O Padre Chevrier dizia: “Nós prometemos obedecer ao nosso bispo, mesmo quando nos envia para os lugares mais afastados e para os cargos mais difíceis. Pedimos-lhe apenas que não nos separe.”[57]

27. Disponíveis para ser Fidei Donum

O Padre Chevrier desejava que os membros da sua “Associação” estivessem “totalmente dispostos a irem por toda a parte evangelizar os pobres”.[58] Não hesitaremos, quando necessário, a apresentar-nos como voluntários para trabalhar na evangelização dos pobres em diocese e em países onde as necessidades são especialmente urgentes. Cremos que assim colaboraremos na missão apostólica dos nossos bispos perante a Igreja.[59]

28. Pedimos aos nosso irmãos padres para nos ajudarem na nossa resposta

Pedimos aos nosso irmãos padres para nos ajudarem na nossa resposta ao apelo para ir ao encontro dos pobres e daqueles de quem a Igreja está longe.

No quadro da missão recebida, a nossa vocação obriga-nos a trabalhar no sentido de que os cristãos se tornem cada vez mais solidários com os oprimidos, dado que toda a Igreja é chamada a dar sinais messiânicos de Cristo, único Salvador dos homens.

B. Os leigos consagrados

29. Irmãos que querem se tornarem sinal no meio dos pobres

Dentro da vocação e da missão da Igreja, os irmãos, na fidelidade à sua consagração batismal, desejam tornar-se, pela força do Espírito Santo, um sinal no meio dos pobres, a fim de lhes dar a conhecer Jesus Cristo e o amor do Pai.

30. Irmãos vivendo a pobreza, o sacrifício, a caridade

Irmãos do Prado, sentimo-nos chamados a dar este sinal vivendo, na nossa condição de leigos, uma vida de pobreza, de sacrifício e de caridade na fidelidade à nossa vocação. Queremos ser assim os enviados e as testemunhas de Jesus Cristo, junto daqueles que hoje são os mais pobres.

31. Permanecendo entre os mais pequenos, trabalharemos com os pobres

Em modalidades que podem variar segundo os jugares e as situações, como leigos consagrados, decidimos dar a nossa vida para que o Evangelho seja anunciado. Procurando permanecer entre os mais pequenos, trabalharemos com os pobres para a sua libertação e evangelização.

A nossa comunhão com o bispo e com os padres e a nossa disponibilidade para procurar com eles e com todos os batizados, os caminhos pelos quais Deus se revela aos pobres, são os sinais da nossa fidelidade à missão confiada a toda a Igreja.

32. Escolhemos viver, na medida do possível, em equipe de vida comum

Reunidos pelo apelo de Cristo para o seguir de mais perto, escolhemos viver, na medida do possível, em equipe de vida comum, lembrando-nos que esta constitue um sinal legível de vida evangélica no mundo.

A nossa vida comum deve ser simples, fraterna e próxima daqueles que vivem à nossa volta.

Viver em fraternidade é ao mesmo tempo o fim e o meio da nossa vocação pradosiana de leigos consagrados. Queremos proclamar através de toda a nossa vida que “o caminho do amor está aberto a todos os homens e que não é vão o esforço que tende a instaurar uma fraternidade universal.”[60]

33. Partilha da vida fundada no Evangelho e no amor dos pobres

Partilhamos todos os aspectos da vida normal dos pobres, especialmente o trabalho assalariado, a habitação, o estilo de vida, o vestuário, etc. Esta partilha da sua vida está fundada no Evangelho e no amor dos pobres.

34. Diretórios

Um ou vários Diretórios particulares precisarão a maneira como os leigos consagrados são chamados a viver a sua vocação e a sua missão junto dos pobres.

35. Complementaridade entre padres e irmãos do Prado

Uma real complementaridade existe entre a maneira como os padres e os irmãos do Prado vivem o carisma recebido do Padre Chevrier: vivendo-o cada qual num estado diferente, ajudar-nos-emos mutuamente a viver os elementos essenciais da nossa vocação e da nossa missão.


Segunda parte: a resposta dos pradosianos ao apelo de Deus

Capítulo 5: O conteúdo do compromisso pessoal

36. Necessidade de um compromisso pessoal de cada um

A fidelidade à vocação apostólica do verdadeiro discípulo de Jesus Cristo não se realiza na simples observação de uma regra. A fidelidade exige de cada pradosiano um compromisso pessoal e um esforço permanente para seguir Nosso Senhor de mais perto a fim de se tornar mais capaz de trabalhar eficazmente pela salvação dos homens.[61]

“Conhecer Jesus Cristo é tudo, o resto é nada”[62]

37. Estudar o Evangelho na escola de Antônio Chevrier

Para crescer no conhecimento de Jesus Cristo, comprometemo-nos a estudar, de forma habitual, o Evangelho e a passá-lo à prática nas nossas vidas.

Daremos um tempo considerável a este estudo espiritual, quer pessoalmente, quer em comum: “Aquele que quiser encher-se do Espírito de Deus deve estudar Nosso Senhor todos os dias: as suas palavras, os seus exemplos, a sua vida. É esta a fonte onde encontramos a vida e o Espírito de Deus.”[63] Faremos deste estudo um verdadeiro trabalho que tem em conta a totalidade das Escrituras. Faremos este estudo na simplicidade da fé, segundo a tradição da Igreja e em ligação com os pobres cuja vida partilhamos.

“É na oração quotidiana que é necessário fazer este estudo e fazer passar Jesus Cristo na sua vida… É aí que encontraremos cada dia alguma luz do Espírito Santo e que chegaremos pouco a pouco a conformar a nossa vida à de Jesus Cristo. É preciso uma oração assídua.”[64]

Na sua oração, o verdadeiro discípulo pede a Cristo, Verbo Salvador, para lhe abrir o espírito e a inteligência, a fim de que a Palavra de Deus entre no seu coração e que ele a aprecie e a compreenda.[65] O discípulo deseja que todas as palavras do Evangelho sejam para ele outras tantas luzes que o iluminem, o façam ir até Jesus e seguí-lo em todos os caminhos da justiça e da verdade. Enquanto somos sempre tentados a achar o Evangelho impraticável[66], o Padre Chevrier ensina-nos a tornarmo-nos disponíveis ao Espírito para escutar, meditar e pôr em prática a Palavra, porque nesta palavra há a vida, a alegria, a paz e a felicidade.

38. Contemplar a vida à luz do Evangelho para achar as sementes do Verbo

Procuramos também olhar a vida dos homens à luz da Palavra de Deus para nela reconhecer a presença e os apelos de Jesus Cristo a fim de colaborar na sua ação e de poder anunciar aos homens a Boa Nova da salvação.

Partilhando a vida dos homens e dos povos, tornamo-nos mais aptos para descobrir “as sementes do Verbo que aí se encontram escondidas”[67]. Lembramos que o Espírito Santo “precede, às vezes visivelmente, a ação apostólica, como também não deixa de a acompanhar e de a dirigir de diversas maneiras”[68]. Estamos convencidos de que um olhar contemplativo sobre a vida, constantemente avivado e purificado na oração, é uma fonte de conhecimento de Jesus Cristo e de dinamismo missionário.

39. Contemplar o mistério da Igreja

Ao acolhermos também a vida da Igreja, descobrimos o rosto de Cristo através do qual Ele se dá a conhecer nos nossos dias. Sob o impulso do Espírito, procuraremos aprofundar constantemente na oração e no exercício do ministério o mistério da Igreja.

Na verdade, a missão da Igreja “continua e desenvolve ao longo da história a mesma missão de Cristo que foi enviado para anunciar a Boa Nova aos pobres.”[69]

“Possuir o Espírito de Deus é tudo”[70]

40. Rezar para pedir o Espírito Santo, se confiar na Virgem Maria, rezar os Salmos

“É o Espírito Santo que em nós deve produzir o exterior”[71]. No Estudo do Evangelho e na oração de todos os dias nós queremos “pôr o interior como fundamento principal, a seiva espiritual que deve dar a vida ao exterior.”[72]

Rezaremos muito para pedir a Deus o seu Espírito.[73]

É necessária uma oração quotidiana e, para isso, confiar-se especialmente à intercessão da Virgem Maria que continua perseverante conosco na oração, como antigamente com os apóstolos.[74]

Com ela, permaneceremos fiéis à oração quotidiana dos Salmos que a Igreja põe nos nossos lábios para apresentar a Deus o grito dos homens, na expetativa do Espírito.

41. Ajudar nos a discernir os apelos dos povos pobres e dos pobres dos nossos povos

Para permanecermos fiéis a este Espírito que não deixa de agir no mundo, ajudar-nos-emos a receber e a discernir de modo permanente o apelo dos pobres, tanto o apelo dos povos pobres como o apelo dos mais pobres dos nossos povos. Receber este apelo é, antes de mais, recebê-lo como voz de Deus hoje.

42. O Espírito de Deus na Igreja, nas autoridades, nos pobres.

O Espírito de Deus é nos dado na Igreja, Povo de Deus reunido por Cristo no Espírito Santo, para proclamar e celebrar as maravilhas de Deus entre os homens, na diversidade das línguas e das culturas.

A fim de seguir com segurança pelos “caminhos do Espírito Santo”[75], procuraremos entrar na compreensão das orientações e das decisões do “nosso Santo Padre o Papa”[76], dos nossos bispos e de todos aqueles que têm autoridade e responsabilidade a nosso respeito, e conformar-nos com elas.

Meditaremos os exemplos dos santos que nos estimulam a avançar decididamente no caminho do Evangelho.

Procuraremos o Espírito de Deus na fé simples dos pobres: “Há almas que sentem naturalmente a verdade e a acolhem com alegria e felicidade logo que a vêem… Deus colocou em certas almas um sentido espiritual e prático que encerra mais bom senso e Espírito de Deus do que existe na cabeça dos maiores sábios. Exemplos são certos bons camponeses, alguns bons operários, algumas boas operárias, mulhers que compreendem imediatamente as coisas de Deus e sabem explicá-las melhor do que muitos outros.”[77]

43 O Espírito Santo é raro e não se encontra num regulamento apenas exterior

Para caminhar segundo o Espírito de Deus, elaboramos estas constituições pois que o Espírito de Deus encontra-se também numa regra de vida tirada do Evangelho e aprovada pela Igreja.[78]

Mas o Espírito de Deus não se encontra num regulamento apenas exterior. Temos de nos lembrar sempre de que o nosso único regulamento imutável é o Evangelho e de que “uma onça de verdadeira caridade vale mais do que cem libras de regras”[79]

Teremos presentes igualmente que “o Espírito de Deus é raro, porque é muito difícil renunciar à nossa maneira de pensar, à nossa ciência, à nossa vida natural, aos nossos defeitos de espírito para nos enchermos do Espírito de Deus e agir só segundo o Espírito de Deus”[80]. Por isso, a “Associação dos Padres do Prado” estabelece esta regra de vida simples que torna possível a adaptação aos tempos e às diversas circunstâncias da vida apostólica e lembra que a caridade pastoral está sempre em primeiro lugar.[81]

“Uma só coisa é necessária: anunciar Jesus Cristo aos pobres”[82]

44. Nós escolheremos de preferência a companhia dos pobres até ser padres operários

Para trabalhar como Jesus e com Jesus no anúncio do Reino aos pobres, “nós escolheremos de preferência a companhia dos pobres”[83], fazendo-nos próximos deles por amor. Levaremos quanto possível o estilo de vida dos pobres porque “a nossa própria vocação é a pobreza e o serviço dos pobres, dos pequenos e dos pecadores” e que “somos especialmente encarregados de evangelizar os pobres”[84]

A solidariedade com os pobres leva-nos a partilhar as suas aspirações e as suas iniciativas para sobreviver e as suas lutas pela justiça. Nós somos testemunhas da capacidade que tem para assumir responsabilidades no mundo e na Igreja. Em conjunto, alimentamos a nossa esperança com os sinais do Espírito que descobrimos na sua vida. É o Evangelho que queremos partilhar com os pobres.

A fim de ir com verdade ao encontro dos mais pobres e marginalizados das nossas sociedades, dos não-crentes e dos mais afastados da Igreja e da fé em Jesus Cristo, não hesitaremos, de acordo com o nosso bispo, em entregarmo-nos a novas formas de apostolado, com a preocupação de as enraizar no Evangelho e na tradição viva da Igreja.

Para assegurar o serviço do Evangelho junto de certos grupos humanos, propomo-nos, se necessário, trabalhar manualmente partilhando assim a vida dos pobres, onde, com a aprovação da autoridade competente, este ministério for considerado oportuno.[85] É para assegurar este serviço do Evangelho que “a Igreja enviou em missão apostólica entre os trabalhadores padres que partilham integralmente a condição operária e aí querem ser testemunhas da sua solicitude e da sua procura”.[86]

Por causa do Evangelho e das nossas solidariedades com os pobres, aceitamos tornar-nos, em comunhão com Cristo, sinais de contradição, vivendo, na fé e na humildade, a incompreensão, a perda da nossa reputação e até a perseguição.

45. Instruir de maneira simples, coração como cadinho onde Evangelho e vida se encontram

“É preciso instruir não através de grandes discursos que não descem até ao fundo do coração dos ignorantes mas através de instruções muito simples e ao alcance do povo”[87].

Para anunciar Jesus Cristo aos pobres, nós devemos procurar elaborar uma palavra de fé simples e direta, tomando em conta aquilo que é importante nas realidades das suas vidas e encontrando as palavras que têm sentido para eles.

Para “fazer o catecismo” em fidelidade à Palavra de Deus e ao ensinamento da Igreja, o nosso coração e a nossa oração serão como um cadinho onde o Evangelho e a vida dos homens, meditados longamente, se encontram e se iluminam mutuamente. “Não é o livro que instrui, mas o padre”[88]

46. Trabalhar para os pobres terem o seu lugar na Igreja e suscitar vocações para e entre os pobres

Trabalharemos de maneira a fazer com que os pobres tenham o seu lugar privilegiado no interior da Igreja e que aí possam exprimir a sua fé.

Trata-se, para nós, de formar entre eles, cristãos que crêem, que amam e que se decidem a agir segundo o Evangelho: “A fé, o amor e ação, eis os três efeitos que é necessário procurar produzir”[89].

Com o conjunto do Povo de Deus, devemos sentir-nos todos responsáveis por suscitar vocações de padres e outros apóstolos consagrados à evangelização dos pobres, em particular entre os próprios pobres.

“A via dos conselhos é a via do amor verdadeiro”[90]

47. Tornar-nos um outro Jesus Cristo

Para realizar a obra de Deus, que quer reunir todos os seus filhos no seio de um único povo, nós somos chamados a sermos semelhantes a Cristo no seu amo. E este amor leva-nos a seguirmos o caminho que Ele próprio tomou: “Dei-vos o exemplo a fim de que, como eu fiz, vós façais também.”[91] “Fazei como eu se quereis desempenhar a missão que vos confiei em nome do meu Pai.”[92]

“A nossa união a Jesus Cristo deve ser tão íntima, tão visível, tão perfeita, que os homens aos ver-nos, devem dizer: eis um outro Jesus Cristo! Devemos reproduzir, tanto no exterior como no interior, as virtudes de Jesus Cristo, a sua pobreza, os seus sofrimentos, a sua oração, a sua caridade. Devemos ser a imagem de Jesus Cristo pobre no presépio, Jesus Cristo sofrendo na paixão, Jesus Cristo dando-se em alimento na Santa Eucarístia.”[93]

48. Acolher os apelos que nos vêm dos sinais dos tempos na secularidade

A “Associação dos Padres do Prado” constituída em instituto secular, encontra, nesta via proposta pela Igreja, um dinamismo novo para assumir os valores da secularidade nas pegadas de Jesus Cristo.

Pela prática dos conselhos evangélicos, os membros do Instituto, padres diocesanos e leigos consagrados, sentem-se motivados a viver uma maior fidelidade no acolhimento dos apelos de Deus que nos vêm dos sinais dos tempos.

Pobreza

49. Viver como Jesus pobre e ser sinal para os pobres.

“Chamados a viver com os pobres, devemos ser pobres”[94]. “Jesus quis ser pobre… A pobreza foi a sua marca distintiva”[95]. “Nasceu num estábulo sobre palha”, para nos fazer compreender que “para Deus, o ouro é tão pobre como a palha”[96].

Escolhemos ser pobres por amor de Nosso Senhor e por amor dos deserdados deste mundo aos quais somos enviados. O nosso mundo, marcado por tantas injustiças na repartição dos bens, por enormes despesas com armamento e com a guerra e pela idolatria do bem-estar, tem necessidade de sinais. Para que os pobres possam acolher o Evangelho, é preciso que o sinal de pobreza voluntária seja dado na Igreja. Pela pobreza de Jesus Cristo procurada com solicitude, aceita com alegria e abraçada com amor[97], queremos significar que Deus é Providência, Pai de todos os homens, que Jesus Cristo é o nosso tesouro, para além de qualquer bem, e que é realmente para Ele que trabalhamos e não para outros interesses. O Prado nos seus membros e como instituição, deve ser um sinal para os pobres e para a Igreja.

50. lutar pela dignidade e pela libertação dos pobres

A missão da Igreja no mundo, no seguimento de Cristo, Salvador dos homens, obriga-nos a lutar pela dignidade e pela libertação dos grupos e dos povos pobres. A escolha de uma vida pobre far-nos-á viver na própria carne a aspiração dos pobres e dos oprimidos a uma vida mais decente e mais digna. De acordo com a nossa vocação, daremos o nosso contributo às diferentes iniciativas que visam realizar uma partilha mais justa dos bens deste mundo.

51. Verificar regularmente a nossa pobreza concreta

“Renunciamos” pois “aos bens da terra, contentando-nos quanto ao alojamento, ao vestuário, à alimentação e a outros bens, com o estritamente necessário[98] aproximando-nos o mais possível da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e da vida dos que são pobres por necessidade. Lembrar-nos-emos de que muitos pobres sofrem e que, se quisermos ser seus irmãos, temos de partilhar tanto quanto possível a sua pobreza e o seu sofrimento, até mesmo quando forem eles próprios a fazer-nos sofrer. “Onde não há nada que faça sofrer, não há verdadeira pobreza.”[99]

Para nos mantermos fiéis à regra do estritamente necessário, comprometemo-nos a examinar regularmente o uso e a gestão dos nossos recursos, assim como o nosso estilo de vida, em equipe e com um responsável.

Os Diretórios determinarão os meios adatados às circunstâncias para ajudar a realizar este compromisso.

52. Não hesitar a fazer o trabalho doméstico e material

“O Pobre trabalha para ganhar a vida… não tem empregada doméstica… Só em caso de necessidade emprega os operários… Não tem medo de fazer as coisas mais humildes”[100].

Nós, com espírito de pobreza, não hesitaremos em fazermos nós próprios as tarefas domésticas e os trabalhos materiais.

53. O Instituto deve viver a regra do necessário.

A regra do necessário deve ser aplicada não só a cada membro em particularn mas também ao Instituto no seu todo e a todos os grupos que o compõem.

O Instituto só pode possuir os bens imóveis necessários ao seu bom funcionamento.

O Instituto não deverá acumular capitais[101]. As reservas do Instituto limitar-se-ão às necessidades a que é necessário fazer face.

O Instituto prestará contas regularmente aos seus membros.

54. Partilhar os nossos bens inclusive com o Instituto do Prado

“Renunciamos aos bens terrenos de alma e coração”, procurando na medida do possível, “pôr em comum tudo que temos, como os primeiros cristãos, não considerando como nosso o que temos, mas como pertencendo a Deus e ao próximo, pondo em prática a palavra de Jesus Cristo: “Tudo o que é meu é vosso e tudo o que é vosso é meu”[102].

A pobreza evangélica pede-nos, efetivamente, que saibamos estabelecer uma verdadeira comunidade de bens entre irmãos. Trata-se de partilhar de diversas formas.

Colaboraremos nos esforços para uma repartição mais equilibrada dos recursos entre padres.[103]

Procuraremos partilhar os nossos bens pessoais e comunitários com os pobres e com os países pobres.

Uma parte do nosso dinheiro será regularmente entregue à “Associação dos Padres do Prado” segundo as modalidades definidas pelas instâncias responsáveis. Pondo assim em comum uma parte dos nossos rendimentos, tomamos todos a nosso cargo, segundo as nossas possibilidades, as despesas de funcionamento do Instituto aos diferentes níveis, de tal maneira que o Prado no seu conjunto esteja, através do mundo, realmente ao serviço da evangelização dos pobres.

55. Viver a pobreza no exercício do ministério

Somos chamados a viver a pobreza no exercício do ministério. “Deus envia os seus apóstolos como pobres” e “promete o cêntuplo neste mundo, quando se trabalha para Ele e quando se faz realmente a obra de Deus”.[104]

Seguiremos as diretrizes da Igreja quanto à gratuidade na realização dos atos litúrgicos (cf. C. 848 e 1181).

Evitaremos cuidadosamente tudo o que possa escandalizar os pobres e desviá-los da Igreja.

De acordo com o desejo do Padre Chevrier, procuraremos da maneira mais oportuna atualizar nas nossas Igrejas locais a gratuidade no exercício do ministério.[105]

Para anunciar o Evangelho, teremos sobretudo presente que é preciso empregar meios apostólicos realmente pobres. “Para converter não há necessidade de tanto aparato.” “Acima de tudo é preciso fazer passar a obra espiritual.”[106]

56. Fecundidade da pobreza evangélica vivida na humildade

É na pobreza que o padre encontra a sua força, o seu poder e liberdade”[107]. “A pobreza mantém-nos na mão de Deus, na humildade, no trabalho, na submissão, no temor, na piedade e na oração”[108]. Progredindo constantemente nesta verdadeira pobreza, descobriremos a alegria do verdadeiro pobre segundo o Evangelho.

A verdadeira pobreza evangélica não existe sem humildade. Pediremos a Deus que nos faça “humildes de espírito e de coração perante Deus, os homens e nós próprios”. Esta humildade leva-nos a precavermo-nos contra toda a ambição, a não nos pôrmos à frente e a servir voluntariamente os grupos humanos mais desprezados. Devemos ser servos à imagem do Mestre e, como ele, mantermo-nos livres perante o juízo que façam de nós.

Obediência

57. Por amor de Jesus Cristo obediente até à morte na cruz, a nossa virtude principal

Por amor de Jesus Cristo obediente até à morte na cruz, “faremos da obediência a nossa virtude principal”[109]. “A obediência é a maior marca do nosso amor a Deus”[110] e o meio mais eficaz de trabalhar na obra de Deus. O verdadeiro apóstolo deve seguir Jesus Cristo levando a sua cruz: precisamos morrer para nós próprios, porque “quanto mais se morre, mais vida se dá”[111]. “É pela palavra que instruímos os homens, mas é pelo sofrimento que os salvamos”[112] e pela obediência, realizando na nossa carne “o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo que é a Igreja”.[113]

58. Obedecer a Deus na humildade e na perseverança

A fim de conduzir o Povo de Deus segundo o espírito de Jesus Cristo, faremos do cumprimento da vontade de Deus o nosso alimento.

“O verdadeiro ministro de Cristo é um homem consciente da sua fraqueza, que trabalha em humildade, discernindo o que agrada ao Senhor; preso por assim dizer pelo Espírito, deixa-se conduzir em tudo pela vontade d’Aquele que quer que todos os homens sejam salvos. Sabe descobrir esta vontade e agarrar-se a ela ao longo da vida quotidiana, porque está humildemente ao serviço de todos aqueles que lhe são confiados por Deus no quadro da função recebida e dos múltiplos acontecimentos da existência”[114].

Interpretando os sinais dos tempos como lugar onde se manifesta a vontade do Pai, seremos fiéis a esta vontade, perseverando numa presença e numa solidariedade efetivas com os pobres dos nossos povos. “A perseverança é necessária… Todos os dias ensinar o catecismo, todos os dias ser pobre, todos os dias suportar o próximo e o mundo, resistir ao cansaço da natureza com a graça de Deus.”[115]

59. Obedecer fazendo conhecer o que percebemos do Espírito Santo

“Não devemos nunca fazer o que nos agrada, mas o que agrada a Deus”[116]. Esta obediência, que queremos total em função da salvação dos homens, torna-nos disponíveis e livres, participando da própria liberdade de Cristo que veio dar testemunho do amor do Pai: “Movidos pela caridade e pelo maior bem da Igreja a uma procura refletida de novas vias para o desempenho do seu múnus, os padres são igualmente conduzidos pelas exigências da obediência a expôr com confiança as iniciativas que tomaram e a insistir sobre as necessidades do rebanho que lhes foi confiado, sempre na disposição de se sujeitarem ao juízo daqueles, que, na Igreja de Deus, são os primeiros responsáveis.”[117]

60. O que implica o nosso compromisso de obediência

A obediência torna-nos disponíveis para a evangelização dos pobres e para o serviço do Povo de Deus. O nosso compromisso de obediência implica:

–     A aceitação em espírito e de coração das decisões do nosso bispo e do Papa.

–     O diálogo e a procura com a nossa equipe, os nossos responsáveis do Prado, os nossos irmãos padres e as comunidades do Povo de Deus, a fim de discernir a vontade d’Aquele que nos envia.

–     a conformidade alegre com a nossa regra de vida, porque “um regulamento tirado do Evangelho e aprovado pela Igreja é também expressão da vontade de Deus a nosso respeito”[118]; e a aceitação das diretivas dos responsáveis do Prado, para melhor realizar esta conformidade.

61. Seguir Cristo na sua obediência até a morte na cruz

Por esta via estreita da obediência, no seguimento de Cristo, queremos imolar-nos pela salvação do mundo. “Em verdade, em verdade, eu vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica sozinho; mas se morrer, dá muito fruto”[119]. Esta obediência apostólica, difícil e às vezes dolorosa, faz-nos entrar em comunhão com Aquele que, “apesar de Filho de Deus, aprendeu a obedecer, sofrendo, e foi conduzido por isso à sua plena realização.”[120]

Castidade

62. Exprimir a radicalidade do amor de Cristo para os mais desprezados no mundo

No mistério eucarístico, Jesus revela-nos o seu amor sem limites e este amor, vivido “até o fim”[121], é o sinal da comunhão do Pai com o Filho no Espírito, bem como da comunhão do Pai com os homens reunidos no Filho. Queremos ser no mundo um sinal desta caridade, que ultrapassa todo o amor humano, do qual é a fonte, numa comunidade de discípulos e de apóstolos consagrados “inteiramente”[122] a Jesus e aberta sem reservas aos mais pequenos.

O nosso compromisso no celibato evangélico quer exprimir a radicalidade deste amor. A castidade vivida neste estado de vida, permite-nos ser abertos, no amor de Cristo, a todos os homens e, mais particularmente, aos abandonados e aos que não são amados.

“Jesus foi caridade, o amor… Ele dá-se por completo a cada um na Santa Eucarístia”[123]. Pobre e despojado no seu ser, o pradosiano quer “dar o seu corpo, o seu espírito, o seu tempo, os seus bens, a sua saúde e a sua vida”, para chegar a “dar a vida pela sua fé, pela sua doutrina, pelas suas palavras, pela sua oração, pelos seus poderes e pelos seus exemplos”[124]. Pressionado pela caridade de Cristo[125], o pradosiano quer seguí-lo na sua doçura, na sua compreensão e na sua compaixão, a fim de revelar a ternura do Pai por aqueles que são desprezados no mundo.

63. Ter verdadeiras relações de amizade sem nos apropriar por causa do Reino de Deus

Ao longo de toda a sua vida e da sua missão, Jesus suscitou entre os homens um modo novo de relações, convidando-os a tornarem-se irmãos e irmãs na dignidade e na liberdade dos filhos de Deus.

No exercício da nossa vocação apostólica “ao serviço da humanidade nova que Cristo, vencedor da morte, faz nascer no mundo pelo seu Espírito”[126], somos chamados a viver verdadeiras relações de amizade com os homens e as mulhers que encontramos e, ao mesmo tempo, um verdadeiro despojamento para não nos apropriar do que pertence ao Esposo[127].

“Não há ninguém que tenha deixado casa, mulher, irmãos, pais ou filhos, por causa do Reino de Deus, que não recebe muito mais no tempo presente e, no tempo que há de vir, a vida eterna[128].

64. Rever regularmente a nossa vida afetiva

A fim de caminhar fielmente nesta via, queremos tomar os meios apropriados, pessoalmente e em comunidade. Reconhecemos a necessidade da oração, dos sacramentos, da ascese, da vida de equipe, duma constante revisão da nossa vida afetiva e das nossas relações, para amar sem reserva o Senhor, a sua Igreja e os pobres.

65. Com Maria, pelo Espírito, com ajuda dos irmãos, à luz do « Quadro de Saint Fons »

Conscientes da nossa fragilidade e da nossa incapacidade para seguir, pelas nossas próprias forças, este caminho apostólico, com Maria, pomos toda a nossa confiança em Jesus Cristo. Esforçar-nos-emos por caminhar, pela força do Espírito e com o apoio dos nossos irmãos, à luz dos grandes mistérios do Presépio, da Cruz e do Sacrário, tornando-os assim homens despojados, crucificados e dados em alimento.


Capítulo 6: A vida fraterna

66. Vida fraterna fundada na oração de Cristo: que todos sejam um só!

Pela sua Páscoa e pelo dom do Espírito, o Enviado do Pai veio “reunir na unidade os filhos de Deus que andavam dispersos”[129]. A nossa vocação apostólica pede-nos a todos, padres e leigos consagrados, para trabalhar com os outros batizados no serviço de congregar o novo Povo de Deus. Apoiados na oração de Cristo, queremos significar a comunidade apostólica dos discípulos: “Que todos sejam um só, como Tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, que também eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”[130].

A vida fraterna, com certas formas de vida comunitária é, pois, um componente da nossa vocação pradosiana e da nossa missão.

67. Vida fraterna fundada sobre a partilha do Evangelho e onde se encontra tudo

Entrando para o Prado, comprometemo-nos a ajudar os nossos irmãos a tornarem-se discípulos e apóstolos de Jesus, contamos com o seu apoio e dispomo-nos a, juntos, receber todos os dias o dom da vida fraterna. “Quando duas almas, iluminadas pelo Espírito Santo, escutam a Palavra de Deus e a compreendem, forma-se nestas duas almas uma união de espírito muito íntima tendo Deus como princípio e como centro”[131]. É aí que reside o verdadeiro laço da nossa família. Devemos “encontrar  nesta família tudo o que se encontra numa verdadeira família: amor, união, auxílio, caridade”[132], todos os apoios espirituais e humanos necessários.

68. Vida fraterna a viver primeiro no presbitério

Para os membros do Prado, este dom da vida fraterna realiza-se primeiramente fazendo parte do presbitério diocesano. São chamados a firmar “laços particulares de caridade apostólica, de ministério e de fraternidade”[133] com os membros deste presbitério. Na verdade, em cada Igreja diocesana, os padres “chamados para o serviço do Povo de Deus, constiutem com o seu bispo um só presbitério, com funções diversas.”[134]

Tomaremos ativamente o nosso lugar nos esforços que se fazem para desenvolver a renovação espiritual e inteletual do clero, assim como o espírito fraterno, a cooperação pastoral, a partilha de vida, a vida comum, a entreajuda e a solidariedade entre padres.

69. Seguir Cristo no seu despojamento, participar dos encontros do Prado

A vida fraterna entre pradosianos realiza-se vivendo segundo o apelo forte de Cristo: “Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo. Ele, que era de condição divina, não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus, mas despojou-se a si mesmo tomando a condição de servo”[135]. A partilha de vida com os pobres ensina-nos a viver na humildade e amor, na oração, na doçura e paciência de Cristo, fundamento de toda a vida fraterna.

As atividades comunitárias têm como finalidade estimular-nos a viver a nossa vocação na pobreza, simplicidade e alegria. Sozinho, é difícil responder-se à graça de Deus[136]. Os encontros do Prado devem ser para nós lugares de discernimento, de conversão, de renovação da nossa união a Jesus Cristo e do nosso entusiasmo missionário ao serviço dos pobres.

A participação nas reuniões de equipe, na vida dos Prado diocesanos e regionais e nas atividades comuns organizadas pelo Prado: encontros, retiros, sessões, etc., faz parte integrante do nosso compromisso pessoal. Não hesitaremos em consagrar tempo para nos tornarmos em conjunto mais eficazes no serviço dos pobres e dos nossos irmãos, padres ou leigos, nas nossas Igrejas.

70. Juntos responsáveis pelo Prado, atenção particular para com os superiores

A escolha da vida fraterna torna cada um de nós responsável pelo Prado na sua totalidade, para que este possa por sua vez responder às necessidades da Igreja e do mundo.

Tomaremos a peito esta preocupação fraterna em relação aos diversos responsáveis do Prado. Dado que eles têm a seu cargo velar pela autenticidade e pela vitalidade de uma graça que é o bem de toda a Igreja, lembrar-nos-emos deles muitas vezes na nossa oração. “Como é difícil ser superior, dizia o Padre Chevrier, é preciso que um superior se encha do Espírito de Deus, é necessário que um superior conheça a vontade de Deus a cada momento.”[137]

71. Sob a forma de equipe de vida quando for possível

A vida fraterna realizar-se-á, quando for possível e oportuno, sob a forma de equipes de vida comum. Trata-se de equipes de pradosianos que habitam juntos para melhor realizar a sua missão junto dos pobres num apoio fraterno efetivo. Esta prática do nosso carisma dá um sinal mais visível do Prado no seio da Igreja local.

Tais equipes de vida comum podem ser um meio de reforçar a vitalidade das outras equipes e de favorecer uma interpelação entre pradosianos da mesma diocese ou de uma região.

72. Acolher-se mutuamente à imagem do Servo que se dá para todos

Para realizar esta vida fraterna, devemos acolher-nos mutuamente com as nossas diferenças pessoais, com os nossos dons e as nossas deficiências e no respeito das nossas diferentes responsabilidades. A vida fraterna, seja qual for a sua forma, com ou sem vida comum, é uma escola em que cada um se esforça para ouvir os outros, a fim de nos ajudar a viver como discípulos ao serviço do Evangelho entre os pobres, como o Servo que se dá pela libertação e pela salvação de todos os homens.

Terceiar parte: Formação e compromisso

Capítulo 7: A formação

73. Necessária formação

A vocação pradosiana e a missão da “Associação dos Padres do Prado” requerem uma formação específica dos membros do Instituto.

Esta formação é de maneira importante que o candidato se compromete a consagrar-lhe o tempo suficiente. O Instituto, por sua vez, compromete-se a garantir-lhe os meios necessários para a realização desta formação.

74. Formar colocando Jesus Cristo como fundamento de tudo e em comunidade no meio dos pobres

Aqueles que recebem a formação, assim como os responsáveis que a orientam, seguem os princípios seguintes:

–     “Há que procurar Jesus Cristo e colocá-lo como fundamento de tudo…”[138]

Tudo deve emergir do conhecimento de Jesus Cristo, em particular os frutos que esperamos da formação. É pois necessário tornamo-nos dóceis ao Espírito Santo que nos torna conformes ao Cristo Senhor, dispensador desse mesmo Espírito. Segundo o Padre Chevrier, quatro referências completares permite-nos avançar na verdadeira docilidade: os apelos interiores, a Palavra de Deus, os acontecimentos e, finalmente, a autoridade da Igreja.

Forma-se assim a atitude daquele que quer tornar-se discípulo e se põe à escuta do Verbo, Enviado pelo Pai: “Que temos, então, que fazer? Estudar Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvir a sua palavra, examinar os seus atos, para nos tornarmos semelhantes a Ele e nos enchermos do Espírito Santo.”[139]

Ao mesmo tempo, este ouvir da Palavra de Deus deve ser feito onde Jesus Cristo nos espera: entre os pobres e numa comunidade fraterna.

Porque o Prado tem a missão de assegurar o serviço do Evangelho junto dos pobres, é preciso que, dentro do possível, estejamos no meio deles, a exemplo do Mestre. Era esse o desejo do Padre Chevrier: “Desejo ter padres que sejam formados com as minhas crianças para que as compreendam bem”[140].

Uma vez chamados a fazer parte da família espiritual do Prado, é necessário que a nossa formação se faça, de uma maneira ou outra, numa comunidade de discípulos. Deste modo, a formação de um novo membro contribui para a formação progressiva da família do Prado. “Forma-se então uma família verdadeiramente espiritual, uma comunidade cristã, tendo Deus por fundamento, a sua divina palavra por vínculo e as mesmas práticas como finalidade.”[141]

75. Instruir, corrigir e pôr em ação, levar a agir… deixar Jesus formar no meio do povo

Dos princípios de formação precedentes resultam uma pedagogia correspondente e uma certa concepção do papel dos formadores. Trata-se de seguir Jesus Cristo que forma os seus apóstolos e que funda a Igreja, tomando-os “para estarem com Ele”[142]. “Ao mesmo tempo que lhes dava os grandes princípios da vida evangélica e perfeita, levava-os a praticá-la pondo-os em ação… Instruir, corrigir e pôr em ação, levar a agir, eis o grande método para formar as pessoas e dar-lhes uma vida interior.”[143]

A formação dada deste modo não transmite apenas um saber. Desperta e faz crescer uma vida de discípulo e de apóstolo de Jesus Cristo ao serviço dos pobres. Participando ativamente na vida apostólica da Igreja, deixamos que Deus nos forme através dos acontecimentos que nos atingem pessoalmente e por aqueles que marcam coletivamente o nosso povo e a nossa Igreja.

76. Uma prioridade para o formador nomeado pelos responsáveis maiores com acordo do responsável geral

O trabalho de formação das pessoas tem prioridade na “Associação dos Padres do Prado”, pois foi assim que procedeu Nosso Senhor. “Vemo-lo ocupando-se constantemente da transformação interior dos seus apóstolos. Instruía-os continuamente, corrigia-os a todo momento, fazia-os participar em tudo, formava-os em tudo.”[144]

Não pode haver formação organizada na vida pradosiana sem formadores especialmente nomeados para isso. A missão que eles recebem dos responsáveis do Instituto é o sinal de que Jesus Cristo continua a tomar consigo homens para fazer deles discípulos e apóstolos. A importância desta tarefa exige que o formador lhe dê o primeiro lugar nas suas atividades apostólicas e que para isso tenha a disponibilidade suficiente.

A nomeação dos responsáveis da Primeira Formação e do ano pradosiano compete aos responsáveis maiores. Os responsáveis dos Prado erigidos fazem estas nomeações de acordo com o responsável geral.

Estas nomeações devem ser feitas com a preocupação de manter a unidade do Instituto e desenvolver, para os dias de hoje, a criatividade caraterística do Padre Chevrier, em matéria de formação.

A importância do trabalho de formação requer também que o responsável pela formação não trabalhe sozinho, mas que outros membros do Prado se lhe associem.

Não hesitará em pedir aos bispos todas as autorizações necessárias para obter formadores capazes de animar a formação específica do Prado.

77. Formação: Consta em Primeira Formação, formação contínua e ano pradosiano.

A formação pradosiana consta de: Primeira Formação, formação contínua e ano pradosiano.

78. Um período de acolhimento antes da Primeira Formação

A Primeira Formação é normalmente precedida de um período de acolhimento. Quando alguém desejar conhecer a vocação apostólica do Padre Chevrier e a “Associação dos Padres do Prado”, convém propor-lhe que participe nas diversas atividades que o Instituto organiza: encontros, retiros, estágios, etc.

79. Finalidade da Primeira Formação

A finalidade da Primeira Formação é iniciar aquele que deseja tornar-se membro do Instituto no carisma do Padre Chevrier e no gênero de vida do Prado. Auxiliado pelo responsável pelo acompanhamento desta fase de formação, o candidato tomará parte na vida pradosiana sob todos os aspetos descritos e definidos nestes estatutos. Poderá assim discernir se o Senhor o chama verdadeiramente neste sentido e amadurecer a sua decisão de seguir Cristo pelo caminho proposto pelo Padre Chevrier no seu “Verdadeiro Discípulo”.

Esta primeira formação estende-se por um período de dois anos. No final deste período, o candidato é convidado a apresentar um pedido de compromisso temporário.

80. Necessidade de uma formação permanente

A formação pradosiana nunca deve ser considerada como acabada. Continua todos os dias e prolonga-se por toda a vida. É preciso que, deste modo, possam desenvolver aptidões reais com vista a evangelizar os pobres e a tornarem-se verdadeiros discípulos de Jesus Cristo no trabalho apostólico de cada dia.

Esta formação contínua requer tempos especialmente consagrados a ela. Todos os membros do Prado se empenharão em participar de uma maneira regular e ativa nessa formação.

81. O ano pradosiano

Com o ano pradosiano, queremos aprofundar a nossa existência cristã e sacerdotal na Igreja e no mundo de hoje. Durante este ano, trata-se essencialmente de, tendo em conta a nossa própria história, deixarmo-nos conduzir pelo Espírito Santo a fim de verificarmos com que fundamento e com que materiais trabalhamos na obra de Deus.[145]

Este ano de verificação e conversão realiza-se pela contemplação e escuta do Verbo de Deus na sua Incarnação, na sua Cruz e Ressurreição, guiados pelo Padre Chevrier e pelo seu “Verdadeiro Discípulo”.

É também um tempo de deserto, de distanciamento, de silêncio e de oração, que permite ao apóstolo despojar-se e morrer para si próprio, de modo a tornar-se mais capaz de trabalhar eficazmente na evangelização dos pobres.

Em qualquer das modalidades, o ano pradosiano realizar-se-á sempre numa partilha de vida com os pobres, em trabalho de evangelização ao seu serviço e numa vida fraterna, tanto quanto possível em forma de vida comum.

Ao entrar na “Associação dos Padres do Prado”, todos os pradosianos se comprometem a fazer este ano pradosiano. É aconselhável que seja feito deixando as responsabilidades habituais de cada um.

Capítulo 8: Compromisso, incorporação, saída

82. Um compromisso a se unir à pessoa de Jesus na evangelização dos pobres, vivendo os conselhos evangélicos

O compromisso em resposta ao chamamento do Pai exprime a nossa decisão de nos unirmos para sempre à pessoa de Jesus Cristo e deixarmos que o seu Espírito nos trabalhe a fim de O seguirmos numa vida de discípulo ao serviço da evangelização dos pobres. “Decidi-me a seguir Nosso Senhor mais de perto para me tornar mais capaz de trabalhar eficazmente na salvação das almas”[146].

Ao fazer o nosso compromisso no Prado, unimo-nos ao Cristo da Incarnação e do Presépio que nos chama a seguí-lo no seu caminho de pobreza e de humildade; ao Cristo crucificado, que nos convida a comungar na sua oferta e no seu mistério de morte e ressurreição; no Cristo Pão vivificante da humanidade, que nos comunica a força de nos darmos até ao fim para que os pobres a quem somos enviados possam ter vida.

A decisão de nos tornarmos discípulos implica o desejo de viver na totalidade a vida evangélica por amor de Jesus Cristo e de todos aqueles a quem Ele nos envia.

Entrando para o Prado, comprometemo-nos a praticar a pobreza e a humildade, a obediência e a castidade no celibato e finalmente o dom absoluto de nós mesmos ao serviço dos pobres no interior da missão da Igreja.

O compromisso pradosiano cria entre nós os laços de uma verdadeira família espiritual. Comprometemo-nos a ajudar os nossos irmãos e podemos contar com o seu apoio.

83. Uma promessa numa celebração litúrgica com referência explícita ao « Quadro de Saint Fons »

O compromisso faz-se sob a forma de uma promessa que liga a consciência perante Deus, a Igreja e o Instituto.

O compromisso faz-se geralmente durante uma celebração litúrgica.

Na tradição do Prado, que vem do próprio Padre Chevrier, este compromisso é foito com referência explícita ao « Quadro de Saint Fons ».

84. Um compromisso recebido pelo responsável maior ou seu delegado

O responsável maior, ou o seu delegado, recebe o compromisso em nome da Igreja e do Instituto. Ele compromete toda a instituição no apoio ao novo pradosiano na sua caminhada para se tornar um verdadeiro discípulo e apóstolo de Jesus Cristo ao serviço dos pobres.

85. Um compromisso temporário de 5 anos, depois um compromisso perpétuo

O compromisso faz-se por fases.

Todos os membros do Instituto farão primeiro um compromisso temporário, que tem uma duração de cinco anos. Após este período, que pode ser prolongado mais dois anos, eles farão normalmente um pedido de compromisso perpétuo.

A preparação para o compromisso perpétuo será feita de acordo com as indicações dos diversos diretórios.

86. A fórmula do compromisso

Para a formulação do compromisso, segue-se o que está escrito no diretório geral, nos n° 45 e 46.

Aquele que faz o compromisso concluirá com a fórmula seguinte:

“Decido-me a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo mais de perto a fim de me tornar mais capaz de trabalhar eficazmente na salvação dos homens.

No seio da família do Prado e perante a Igreja, prometo a Deus (para sempre) praticar, conforme as Constituições da Associação:

– A pobreza e a humildade, por amor a Cristo, nascido num presépio, e aos pobres a quem somos enviados;

– A obediência, por amor a Jesus que se fez obediente até a morte na cruz, e àqueles que trazem na sua carne a marca do sofrimento;

– A castidade no celibato e o dom título de mim mesmo, por amor Àquele que se fez nosso alimento na Eucarístia, e a todos os que têm fome de amor, de justiça e de liberdade.

Com Maria e as outras testemunhas da fé, quero responder assim ao chamado do Pai, unir-me à pessoa de Cristo e deixar-me formar pelo seu Espírito, a fim de poder glorificar a Deus, até nas minhas fraquezas e trabalhar com alegria na evangelização dos pobres”.

Poder-se-á também utilizar uma outra fórmula, com a condição que ela inclua os elementos essenciais da fórmula indicada acima.

87. Necessário acordo do bispo antes do compromisso temporário

Antes do pedido de compromisso temporário, o padre candidato solicitará o acordo do seu bispo.

88. Responsável maior e conselho recebem pedidos formais para a Primeira Formação

Compete aos responsáveis maiores, com a opinião do seu conselho, acolher os pedidos de entrada na primeira formação.

O pedido de admissão deve ser formal.

89. O compromisso temporário de 5 anos que pode ser prolongado de mais 2 anos antes compromisso perpétuo

Pelo compromisso temporário, o membro do Instituto é incorporado por cinco anos. Segundo o direito, este tempo pode ser prolongado por mais dois anos.

Com o compromisso perpétuo, a incorporação torna-se perpétua.

90. Saídas, expulsões e transferências

Para as saídas, expulsões e transferências de um instituto para outro, são aplicadas as regras do direito geral (C. 726 a 730)

Quarta Parte: organização da Associação dos Padres do Prado

Capítulo 9: organização geral e governo

91. Meios concretos que nos ajudam a fazer a obra de Deus

Recordando que na Igreja “O Corpo inteiro, coordenado e unido, por meio de todas as junturas, opera o seu crescimento orgânico segundo a atividade de cada uma das partes”[147], por esta organização dotamo-nos dos meios concretos que nos ajudam mutuamente a tornar-nos mais eficazes para fazer-mos a obra de Deus.

I. Dependência da Santa Sé e dos bispos

92. Dependência imediata e exclusivamente da Santa Sé na sua organização

Instituto secular clerical de direito pontifício, a “Associação dos Padres do Prado” depende imediata e exclusivamente da Santa Sé para o seu governo e organização interna.

93. Padres do Prado dependem direitamente dos seus bispos

Os padres do Prado estão sob plena juridição dos seus bispos. Tal como os outros padres, recebem imediatamente destes a sua missão canônica.

II. Organização por diocese e região

94. Comunidades diocesanas

Se formos vários pradosianos numa mesma diocese, organizar-nos-emos em grupo ou comunidade diocesana.

95. Outra forma de organização

Outras formas de organização entre pradosianos são possíveis quando a necessidade ou um melhor serviço da nossa vocação pradosiana o exijam.

96. Organização dos Prado diocesanos

A organização dos Prado diocesanos e a designação dos seus responsáveis são determinados nos diretórios dos Prado erigidos.

97. Comunidades regionais erigidas

A “Associação dos Padres do Prado” integra comunidades regionais erigidas. Estes Prado regionais erigidos reagrupam os pradosianos pertencentes a diversas dioceses, de acordo com os critérios determinados no diretório geral.

98. O Conselho responsável de erigir os Prado regionais

É ao Conselho Geral que compete erigir os Prado regionais, suspendê-los, uní-los ou circunscrevê-los de outra forma, de acordo com os critérios definidos no diretório geral.

Toda a modificação dos limites de um Prado erigido supõe o acordo do conselho deste Prado.

A supressão pelo Conselho Geral de um Prado erigido deverá ser retificada pela Assembléia Geral do Instituto.

99. Organização dos Prado regionais erigidos

Cada Prado regional erigido tem seu responsável e o seu conselho eleitos pelo conjunto dos pradosianos da região ou seus delegados, reunidos em assembléia.

100. Responsável dos Prado Regionais erigidos eleitos por 6 anos no maximo

Os responsáveis dos Prado erigidos, assim como os membros do seu conselho, são eleitos por um período que não deverá ultrapassar os seis anos.

Eles são eleitos da mesma forma que o Responsável Geral e os membros do seu conselho. (cf. N 127 e 128)

101. Responsável deve ter compromisso perpétuo

O responsável de um Prado erigido deve ser um pradosiano com incorporação perpétua.

102. Responsabilidade plena dos Prado erigidos pelos seus membros

Cada Prado regional erigido é plenamente responsável pelos seus membros, de acordo com o que está estabelecido nas constituições e no diretório geral. Ele estabelece a sua organização particular de acordo com as caraterísticas da sua tradição eclesial, na fidelidade ao carisma do Padre Chevrier e em conformidade com o direito próprio do Instituto.

Os diretórios dos Prado erigidos, adotados pelas suas assembléias, devem ser apresentados para aprovação ao Conselho Geral.

103. Composição das assembléias dos Prado erigidos

A composição das Assembléias dos Prado erigidos deve ser determinada nos seus diretórios.

104. Prado geral responsável para os pradosianos em territórios onde não há Prado erigido

Os pradosianos que residem ou exercem o seu ministério em territórios onde não há ainda nenhum Prado erigido, estão sob a autoridade direta do Responsável Geral e do seu conselho.

Procurar-se-à fazer de maneira que nesses países os pradosianos possam dotar-se de uma certa organização provisória e que haja responsáveis locais.

105. Todo pradosiano deve encontrar o que necessita para viver a sua vocação

Todo pradosiano, para viver a sua vida pradosiana, deve encontrar o que necessita e ter a possibilidade de exercer os seus direitos no Prado diocesano e no Prado regional onde desempenha normalmente o seu apostolado em função da missão recebida.

III. Os leigos consagrados na Associação

106. Direito de ter uma organização particular nos Prado erigidos com um diretório

No interior de cada Prado erigido, os leigos consagrados têm o direito de ter uma organização particular, de acordo com um diretório aprovado pelo Conselho Geral. O grupo de irmãos assim constituído forma uma Fraternidade.

107. Formação, admissão

Neste diretório, determinar-se-á o que diz respeito a sua admissão e formação em conformidade com as normas das constituições. Cabe aos responsáveis maiores a decisão de admitir a formação e ao compromisso.

108. Representação no governo do Instituto

Os leigos consagrados são representados nos órgãos de governo do Instituto de acordo com modalidades indicadas nos diversos diretórios.

109. Facilitar a partilha entre os irmãos de várias regiões.

O Responsável geral e os responsáveis dos Prado erigidos terão o cuidado de facilitar laços e partilha entre os irmãos das diferentes regiões para que esta maneira de seguir o carisma do Padre Chevrier se desenvolva verdadeiramente nestas regiões.

IV. Incardinação no Prado

110. Regra geral: incardinação nas dioceses

Os padres do Prado são, regra geral, incardinados na sua diocese.

111. Excepcionalmente, possibilidade incardinação no Prado

Excepcionalmente poderemos incardinar no Instituto alguns membros para o serviço do Prado e da sua missão. Só o Responsável geral poderá decidir de uma eventual incardinação com o consentimento do Conselho Geral. Ele ouvirá a opinião do responsável do Prado erigido, caso o candidato à incardinação pertença a um Prado erigido; nos outros casos, consultará o responsável do Prado local.

Seminaristas e seminário

112. Os seminaristas podem seguir a Primeira Formação

Os seminaristas que se orientam para o Prado poderão receber a primeira formação pradosiana durante o tempo da sua preparação para o ministério presbiteral. Os padres do Prado têm a responsabilidade de os ajudar a amadurecer a sua vocação.

113. O seminário do Prado

A “Associação dos Padres do Prado” tem um seminário para formar padres pobres destinados à evangelização dos pobres. A preparação para o ministério faz-se ai conforme as caraterísticas da vocação e da missão do Prado, e de acordo com as normas da Igreja para a formação dos clérigos.

114. Sob a responsabilidade do Responsável geral e do seu Conselho

O seminário está sob a responsabilidade do Responsável geral e do seu Conselho.

VI. Os associados

115. Possível associação de padres, diáconos e leigos

Em conformidade com a sua tradição, à “Associação dos Padres do Prado” podem associar-se pessoas (padres, diáconos e leigos) que queiram viver da espiritualidade do Prado e que participam na sua missão junto dos pobres.

116. Ser associado como, e para que?

Associando-se ao Prado, estas pessoas querem, em resposta a um apelo de Deus, viver a plenidude da vida cristã e a perfeição da caridade no estado de vida que é o seu, tendo como guia o Padre Chevrier. Procurando progredir no conhecimento de Jesus Cristo através de uma leitura frequente do Evangelho, ter uma vida simples e dar um lugar aos pobres na sua vida, para promover assim condições mais humanas de existência e dar testemunho do espírito das Bem-Aventuranças.

Torna-se associado por um pedido formal dirigido a um responsável maior, que deverá pedir o voto deliberativo do seu Conselho para o aceitar.

Estas pessoas não fazem o compromisso que incorpora no Instituto; a aceitação do Responsável dá-lhes o direito de participar em certas atividades do Prado e nas decisões que lhes dizem respeito, assim como de se organizar conforme modalidades determinadas nos diretórios dos Prado erigidos.

117. Dever de apoio dos responsáveis aos associados

Os responsáveis do Instituto devem apoiar estes associados.

VII. A autoridade no interior da “Associação dos Padres do Prado”

118. Responsáveis agem em conformidade com orientações da Santa Sé, dos bispos, do carisma do Prado

Os responsáveis, a qualquer nível em que se encontrem, exercem a função de que estão encarregados em conformidade com as orientações da Santa Sé e dos bispos.

A autoridade dos responsáveis diz respeito à vida pradosiana e à missão do Prado: está ao serviço da fidelidade pessoal e comunitária dos membros à sua vocação de discípulo e apóstolo tal como ela é definida nestes estatutos.

119. Só há um Mestre e Superior que é Jesus Cristo

Qualquer que seja a maneira como participamos da autoridade, não esqueceremos “que só há um Mestre e Superior que é Jesus Cristo” e que a autoridade se exerce na dependência de Deus. “Um superior da terra não deve fazer nada por si próprio; deve fazer tudo por Jesus Cristo e em união com Ele”.[148]

É necessário que os responsáveis se encham do Espírito de Deus pela oração, pelo estudo, pela reflexão e pedindo conselhos, para serem bons e fiéis servidores de Jesus Cristo junto dos seus irmãos.

1. Estatutos e direito:

120. Constituições votadas por assembléia geral (2/3) e aprovada(s) (pela) por Santa Sé

As Constituições ou estatutos, aprovados pela Santa Sé, regulam a vida de todo o Instituto. Não podem ser modificados senão pela Assembléia Geral após um voto com maioria de 2/3 e aprovação da Santa Sé.

121. Diretório votado por 2/3 da Assembléia Geral

Além dos estatutos, o diretório geral é a expressão do direito próprio.

Deve ser estabelecido pela Assembléia Geral por uma maioria de 2/3. Pode ser modificado nas mesmas condições pela Assembléia Geral.

122. Responsável age de acordo com as constituições e diretório

Os responsáveis exercem a sua autoridade de acordo com os estatutos e o diretor geral.

2. A Assembléia Geral

123. A Assembléia Geral primeiro lugar da autoridade

No Instituto, a autoridade é exercida em primeiro lugar pela Assembléia Geral.

Reúne-se ordinariamente todos os seis anos cvca pelo Responsável geral.

Tem por fim eleger o Responsável geral e os membros do seus conselho. Trata também dos assuntos gerais do Instituto.

Pode propor à Santa Sé modificações nos estatutos e tomar decisões ou adoptar orientações válidas para todo o Instituto.

124. Assembléia Geral extraordinária

Uma Assembléia Geral pode ser cvca extraordinariamente, para tomar decisões, pelo Responsável geral, após voto deliberativo do Conselho Geral.

125. Composição da Assembléia Geral

A Assembléia Geral é composta por membros de direito próprio e por membros eleitos.

  1. São membros de direito, o Responsável geral, os membros do Conselho Geral, os responsáveis dos Prado regionais erigidos.
  2. O Conselho Geral pode designar como membros de uma Assembléia Geral os antigos responsáveis gerais, o secretário geral, o ecônomo geral, o responsável geral da formação, o superior do seminário.
  3. Para a eleição dos outros membros da Assembléia, teremos em conta os seguintes critérios:
  • São eleitores para a designação dos delegados à Assembléia Geral aqueles que fizeram o compromisso temporário e os que fizeram o compromisso perpétuo.
  • São elegíveis como delegados à agora aqueles que fizeram o compromisso perpétuo.
  • O número dos membros de direito e dos membros designados pelo Conselho Geral não deverá ultrapassar o terço do total dos membros da Assembléia. Procurar-se-á que as regiões estejam representadas proporcionalmente a importância numérica dos seus membros e igualmente que os leigos consagrados estejam convenientemente representados, assim como os Prado minoritários em número.
  • Para favorecer a participação dos Prado novos na agora, o Conselho Geral pode descendo que um pradosiano que tenha somente feito o se compromisso temporário seja elegível como delegado à Assembléia Geral.
  1. É o o Conselho Geral que determinará as modalidades de designação dos delegados à Assembléia Geral, um ano, tanto quanto possível, antes da data da abertura da Assembléia, tendo em conta os critérios anteriores.

126. Assembléia Geral presidida pelo Responsável geral ou o Primeiro Assistente

O presidente da Assembléia Geral é o Responsável geral ou, na falta deste, o primeiro Assistente. Ele preside a Assembléia e vela para que est decorra segundo as normas estabelecidas no diretório geral.

127. Regras de eleição do Responsável geral

O Responsável geral é eleito pela Assembléia por um período de seis anos.

Dever ter pelo menos 35 anos e ter feito o seu compromisso perpétuo pelo menos há três anos.

É necessário que possa estar livre de qualquer outra função com autorização do seu bispo.

A eleição do Responsável geral faz-se por escrutínio secreto. É eleito por maioria de 2/3 dos membros da Assembléia. Se um esrutínio não for suficiente, proceder-se-á a uma segunda volta nas mesmas condições. Se forem necessários outros escrutínios, a terceira volta far-se-á por maioria absoluta e, para a quarta volta, são escolhidos os dois candidatos com maior número de votos do escrutínio anterior. Será elo aquele que tiver o maior número de votos.

O Responsável geral em exercício pode ser eleito para um segundo mandato de seis anos. Para um terceiro mandato, é preciso ser eleito por 2/3 dos votos. Para além deste terceiro mandato é preciso pedir também a confirmação da Santa Sé.

128. Regras de eleição dos conselheiros

Após a eleição do Responsável geral, proceder-se-á à eleição dos membros do Conselho.

O número de conselheiros pode variar de quatro a oito. Este número é fixado pela agora que deverá elegê-los.

São eleitos por 6 anos.

Devem ter feito o compromisso perpétuo.

E eleição dos membros do Conselho faz-se por escrutínios secretos e separados. Nestas eleições, a maioria absoluta é requerida à primeira e segunda volta. Se for necessária uma terceira volta, a maioria relativa é suficiente.

São sempre reelegíveis.

Pelo menos um dos conselheiros deve estar livre de qualquer outra tarefa para dar assistência ao Responsável geral. Se a situação o exigir, poderá haver outros conselheiros assim permanentes. Esta disponibilidade requer o consentimento do bispo do interessado.

O primeiro conselheiro eleito é o primeiro Assistente.

129. Caso o Responsável geral ou um conselheiro parar as suas funções

Se o Responsável geral terminar as suas funções antes de expirado o tempo previsto, o primeiro Assistente avisa a Santa Sé e convoca uma Assembléia Geral que deverá reunir-se o mais tarde no prazo de um ano. Nesta Assembléia será eleito o novo Responsável geral e os seus conselheiros.

Se um dos membros do Conselho cessar as suas funções, o Conselho Geral elege um substituto que entra imediatamente em funções até à próxima eleição em agora.

3. O Responsável geral e o seu Conselho

130. Autoridade Responsável geral e o seu Conselho

O Responsável geral com o seu conselho exerce a autoridade sobre o conjunto do Instituto entre as Assembléias Gerais.

131. Tarefas do Responsável

As tarefas do Responsável geral são as seguintes:

–     assegurar a fidelidade dos membros e dos grupos ao carisma e a participação ativa de todos pelos meios mais apropriados;

–     ter a preocupação da unidade e da comunhão entre as pessoas e os grupos, favorecer a comunhão e a partilha;

–     velar de um modo especial pela formação;

–     convocar as Assembléias Gerais ordinárias e extraordinárias;

–     presidir às Assembléias Gerais e ao Conselho Geral;

–     acompanhar o conjunto dos diferentes Prado por ele próprio, ou pelos membros do Conselho Geral;

–     assistir, enquanto Responsável geral, por ele próprio, ou por um delegado, às Assembléias dos Prado erigidos;

–     garantir à representação do Instituto junto da Santa Sé e dos bispos;

–     associar o mais do que possível o Conselho Geral à animação e ao governo do Prado;

–     informar os responsáveis dos Prado erigidos e o conjunto dos pradosianos das decisões que lhes dizem respeito tomadas pelo Conselho Geral.

132. Casos onde o Responsável geral deve pedir um voto deliberativo

O Responsável geral deve pedir o voto deliberativo do seu Conselho nos seguintes casos:

–     estabelecimento dos Prado regionais erigidos;

–     aprovação dos diretórios dos Prado erigidos e dos diretórios particulares;

–     organização e definição do conteúdo da formação;

–     incardinação no Prado e chamada as ordens;

–     aceitação dos pedidos de compromisso temporário e perpétuo nos Prado que não estão ainda erigidos;

–     aprovação do regulamento do seminário;

–     aquisição e alienação de bens importantes, salvaguardado o direito universal;

–     nomeação para os cargos gerais: secretário, ecônomo, superior do seminário, etc.

–     convocação de uma Assembléia Geral extraordinária;

–     admissão de um membro associado;

–     quando se trate de dar uma autorização de saída e alguém que queira deixar o Instituto durante o tempo de incorporação temporária (C. 726,2);

–     quando se trata de acolher alguém que venha de um outro Instituto ou quando um membro do Prado pede para passar a um outro Instituto secular (cf. CC.730 e C.684,1)

O Responsável geral age colegialmente com o seu Conselho em caso de preciso de exclusão de um membro.

133. Casos onde o responsável deve pedir o parecer do seu Conselho

O Responsável geral deve pedir o parecer do seu Conselho nos seguintes casos:

–     admissão à formação nos Prado que ainda não estão erigidos. Neste caso, não é necessário reunir o conselho; basta pedir a cada um dos seus membros a sua opinião (Cf. C.127,1):

–     exclusão eventual de um membro no fim do período da incorporação temporária (Cf. C.726,1);

–     organização e atividade dos Prado novos.

134. Substitução do Responsável geral a pedido do Conselho Geral

Se, o que Deus não permita, depois de ter maduramente refletido e muito orado, os membros do Conselho julgarem ser necessário substituir o Responsável geral, submeteriam as suas razões à Santa Sé que é a única a poder tomar uma decisão.

4. Os responsáveis dos Prado com o seu Conselho

135. São moderadores maiores

Os responsáveis dos Prado regionais erigidos são moderadores maiores (Cf. C.717 e 720).

136. Tarefas dos responsáveis dos Prado regionais

As suas tarefas são as seguintes:

–     fazer viver o carisma e assegurar a fidelidade ao mesmo dos membros dos Prado que estão a seu cargo;

–     assegurar unidade, coerência e comunhão no interior dos seus Prado;

–     fazer com que o carisma se enraíze cada vez mais nas realidades do povo e das Igrejas locais, tendo sempre em atenção à abertura, partilha e comunhão com o conjunto do Prado;

–     manter ligações com os bispos dos pradosianos da região;

–     acompanhar o conjunto dos pradosianos da região;

–     suscitar equipes de base e comunidades diocesanas com responsáveis, velar pelos isolados;

–     velar pela formação dos membros e pela preparação do compromisso;

–     manter ligações com o Responsável geral e o seu Conselho;

–     velar para que os arquivos estejam em dia;

–     garantir a gestão das finanças e dos bens.

137. Casos em que o responsável do Prado erigido deve pedir voto deliberativo do seu Conselho

O responsável do Prado erigido deve pedir voto deliberativo do seu Conselho nos seguintes casos:

–     aceitação de pedidos de compromisso temporário e perpétuo para o seu Prado;

–     designação dos responsáveis da formação;

–     organização e definição do conteúdo da formação;

–     admissão de um membro associado.

138. Casos em que o responsável do Prado erigido deve pedir opinião do seu Conselho

O responsável do Prado erigido deve pedir a opinião do seu Conselho nos seguintes casos:

–     admissão à formação de candidatos pertencentes às dioceses da região. Neste caso, não é necessário reunir o conselho; basta pedir a cada membro a sua opinião (C.127,1)

–     exclusão eventual de um membro no fim do período de incorporação temporária (Cf. C.726,1).

139. Conselho do Prado Geral deve ser informado pelos Prado erigidos

O Conselho Geral deve ser informado das decisões tomadas pelos responsáveis dos Prado erigidos com os seus Conselhos. Estes submeterão os programas de formação ao Conselho Geral.

VIII. O Secretário Geral e o Ecônomo Geral.

140. Tarefas do Secretário Geral

O Secretário Geral redige os relatórios e as atas das Assembléias Gerais e dos Conselhos Gerais, assim como os documentos que lhe solicitarem, o Responsável geral e o Conselho.

141. Tarefas do Ecônomo Geral

O Ecônomo geral gere as finanças e os bens do Instituto de acordo com a “regra do necessário” tal como é indicada no n° 53 das Constituições.

O Ecônomo geral exerce a sua função sob a responsabilidade do Responsável geral e do seu Conselho.

A família espiritual do Prado

142. A família espiritual do Prado

Como a “Associação dos Padres”, as Irmãs do Prado foram fundadas por ach. Depois, o “Instituto Feminino do Prado” constituiu-se, e outros grupos nascem e crescem em diversos países e continentes, em referência ao carisma de Antônio Chevrier. Com eles, formamos a família espiritual do Prado.

Todos em conjunto temos a responsabilidade de fazer frutificar esta graça para o serviço da evangelização dos pobres e uma maior fidelidade da Igreja aos apelos de Deus. Os padres do Prado colocarão de bom grado o seu ministério ao serviço da família espiritual.

Recordando o Padre Chevrier que foi chamado a vida evangélica, esforçar-nos-emos, por todos os meios adaptados, por fazer conhecer o Evangelho e ajudar aqueles e aquelas que receberam de Deus luz e força para isso, a tornar-se verdadeiros discípulos de Jesus.

Ó Verbo, Ó Cristo

Oração do Padre Chevrier na tradução divulgada em imagem pelo Prado do Brasil.

Ó Verbo! Ó Cristo!

Como és belo!

Como és grande!

Quem poderá te conhecer?

Quem poderá te compreender?

Faze, ó Cristo,

Que eu te conheça e te ame!

Porque és a luz,

Deixa vir sobre mim um pequeno raio

Desta luz divina,

A fim de que eu possa ver-te e compreender-te.

Dá-me uma grande fé em ti,

A fim de que todas as tuas palavra

Sejam para mim igualmente luzes que me iluminem

E me façam ir para junto de ti e seguir-te

Por todos os caminhos da justiça e da verdade.

Ó Cristo! Ó Verbo!

Tu és o meu Senhor e o meu único Mestre.

Fala, eu quero te escutar

E pôr em prática a tua palavra

Porque sei que ela vem do Céu.

Quero escutá-la, meditá-la, pô-la em prática,

Porque, na tua palavra,

Está a vida, a alegria, a paz e a felicidade.

Fala, Senhor,

Tu és o meu Senhor e meu Mestre,

Só a ti quero escutar

Ó Verbo, Ó Cristo

Oração do Padre Chevrier na versão musical divulgada pelo Prado do Brasil com o Pe Antenor e Pe. José Aristeu

Ó Verbo! Ó Cristo!

Como és grande!

Como és belo!

Quem poderá te conhecer?

Quem poderá te compreender?

Faze, ó Cristo, que eu te conheça e que eu te ame!

Faze, ó Cristo, que eu te conheça e que eu te ame!

Porque és a luz,

Deixa luz sobre mim

Um pequeno raio

Desta luz divina,

Que eu possa ver-te e compreender-te.

Dá-me grande fé

em ti, em ti,

Que a tua palavra

A tua palavra

Me seja luz que me ilumina

E me faça ir

E me faça ir

para junto de ti

para junto de ti

e te seguir no caminho da justiça e da verdade.

E me faça ir

E me faça ir

para junto de ti

para junto de ti

e te seguir no caminho da justiça e da verdade.

Ó Verbo! Ó Cristo!

Como és belo!

Como és grande!

Quem poderá te conhecer?

Quem poderá te compreender?

Faze, ó Cristo, que eu te conheça e que eu te ame!

Faze, ó Cristo, que eu te conheça e que eu te ame!

Ó Verbo! Ó Cristo!

Tu és meu Senhor

Meu único Mestre.

Meu único Mestre.

Fala Mestre, eu quero te escutar

E pôr em prática

E pôr em prática

A tua palavra

A tua palavra

Porque sei que ela vem do Céu.

Quero escutá-la,

Escutá-la

E meditá-la,

E meditá-la,

E praticá-la,

Porque é vida, paz, alegria, felicidade.

Fala, Senhor,

Fala, Senhor,

Tu és o meu Mestre,

Tu és o meu Mestre,

Quero te ouvir

Só a ti eu quero escutar

Ó Verbo! Ó Cristo!

Como és belo!

Como és grande!

Quem poderá te conhecer?

Quem poderá te compreender?

QUADRO DE SAINT-FONS[149]

SACERDOS ALTER CHRISTUS

(O sacerdote é outro Cristo)

por seus poderes por seus exemplos

modelo.

EXEMPLUM DEDI VOBIS

(menino Jesus)[150]

pobreza

UT QUEMADMODUM

EGO FECI

(Cruz) 2

ITA ET VOS FACIATIS[151]

(hóstia) 2

POBRE E HUMILDE MORTE A SI MESMO CARIDADE
Na casa

no vestuário

na alimentação

nos bens

no trabalho

no ministério

de espírito

de coração

perante

Deus

os homens

si mesmo

imolar-se

na solidão

na oração

na penitência

no trabalho

no sofrimento

na morte

 

morrer para

o seu corpo

o seu espírito

a sua vontade

a sua reputação

a sua família

o mundo

dar

o seu corpo

o seu espírito

os seus bens

o seu tempo

a sua saúde

a sua vida

dar a vida

pela sua fé

pela sua doutrina

pelas suas orações

pelas suas palavras

pelos seus poderes

pelos seus exemplos

O padre é um homem despojado.

 

Quanto mais pobre se é,

mais se glorifica e se ama Deus e mais útil se é ao próximo.

O padre é um homem crucificado.

 

Quanto mais se morre,

mais se dá a vida.

O padre
é um homem dado em alimento.
É preciso
tornar-se bom pão.

(tradução que está no Verdadeiro Discípulo

[1]      Manteve-se o título de “Associação dos Padres do Prado” porque é o que Padre Chevrier deu à sua fundação. Usa-o num dos últimos textos que escreveu antes da morte, com o título: “Finalidade Fundamental da Associação dos Padres do Prado”. Este importante documento aparece acrescentado ao primeiro regulamento dos Padres do Prado, aprovado pelo arcebispo de Lyon em 1878.

[2]      São termos frequentemente usados pelo Padre Chevrier.

[3]      Relato da conversão do Padre Chevrier na noite de natal de 1856, segundo os testemunhos de irmã Verônica e de João-Maria Laffay (Processo de beatificação, t.2,7 e 97-98)

[4]      Cartas do Padre Chevrier, n° 52.

[5]      O Verdadeiro Discípulo, p. 121.

[6]      Ver João 10,36; Lc 4,18; P.O. 2.

[7]      Cartas, n° 181

[8]      Ver V.D. p. 46 e 116.

[9]      Jo 20,21.

[10]    Jesus Cristo é o Enviado do Pai. O Padre é o enviado de Jesus Cristo. Tudo o que Jesus Cristo disse de si mesmo com esse título, o Padre deve aplicá-lo a si mesmo. Está revestido como Jesus Cristo, dos carateres de um enviado, e deve seguir as obrigações que derivam dele” (Cadernos Apóstolos, 226; Messias X,22)

[11]    Carta n° 56.

[12]    Ver L.G., n° 28 e P.O., n° 2.

[13]      Ver P.O. 2

[14]      Rom 12,1 ; ver L.G. 10.

[15]      Carta n° 121.

[16]      Carta n° 52.

[17]      Fl 2,7

[18]      A.G. 10.

[19]      2 Co 8,9

[20]      Ver Mt 22,10.

[21]      V.D. p. 341.

[22]    V.D. p. 407.

[23]    Caderno de Perrichon.

[24]    V.D. p. 330.

[25]    V.D. p. 329-333.

[26]    V.D. p. 329-333.

[27]    V.D. p. 478.

[28]    V.D. p. 486.

[29]    2 Cor 4,11 ; Ver Gl 2,19 ; 6,14.

[30]    «Quadro de São Fons»

[31]    P.O. 5 e 13.

[32]    V.D. p. 418.

[33]    Ver regulamento do Padre Chevrier de 1857.

[34]    V.D. p. 113.

[35]    Finalidade Fundamental da “Associação dos Padres do Prado”.

[36]    V.D. p. 95 ; ver também V.D. p. 119.

[37]    V.D. p. 45.

[38]    V.D. p. 45.

[39]    V.D. p. 89.

[40]    Mt 5,13-14.

[41]    Ms V,401.

[42]    Sant 2,5.

[43]    2 Cor 3,6.

[44]    L.G. 63 ; ver Lc 2,19 e 51.

[45]    Carta n° 56.

[46]      Lc 4,18-19

[47]      Ver L.G. 8.

[48]      Mt 9,35.

[49]      Carta n° 75.

[50]      Cartas n° 64, 83 e 152.

[51]      Carta n° 153

[52]      Carta n° 130.

[53]      V.D. p. 222.

[54]      Ver P.O. 7.

[55]      V.D. p. 524.

[56]      Ver Direito Canônico, CC 385 e 574 (não sei onde está esta nota)

[57]      Regulamento das Paróquias.

[58]      Carta n° 141.

[59]      Ver Código de Direito Canônico, C. 271,1.

[60]      G.S. 38.

[61]      Relato da conversão do Padre Chevrier, segundo o testemunho de João-Maria Laffay (Processo de Beatificação, t. 2,98)

[62]      V.D. p. 113-114.

[63]      V.D. p. 226.

[64]      V.D. p. 227.

[65]      Oração “O Verbo! O Cristo!” V.D. p. 108

[66]      Ver V.D. p. 229.

[67]      A.G. 11.

[68]      A.G. 4.

[69]      A.G. 9.

[70]    V.D. p. 231.

[71]    V.D. p. 221.

[72]    V.D. p. 222.

[73]    V.D. p. 227.

[74]    Hch 1,14.

[75]    V.D. p. 218.

[76]    V.D. p. 226.

[77]    V.D. p. 218.

[78]    V.D. p. 226.

[79]    Regulamento dos irmãos e irmãs do Prado, 1864.

[80]    V.D. p. 228.

[81]    P.O. 14.

[82]    É a tradução atualizada de uma fórmula do Padre Chevrier: “Uma só coisa é necessária: fazer bem nossa catequese” (V.D. p. 299).

[83]    Regulamento dos Padres do Prado de 1878; ver também V.D. p. 402.

[84]    O espírito e as virtudes do Padre Chevrier, 415-416.

[85]    P.O. 8.

[86]    Octogesimo Adveniens 48.

[87]    Carta n° 91.

[88]    V.D. p. 450.

[89]    V.D. p. 451.

[90]    V.D. p. 121.

[91]    Jo 13,15.

[92]    V.D. p. 342.

[93]    V.D. p. 101.

[94]    Regulamento dos Padre do Prado de 1878.

[95]    V.D. p. 407.

[96]    Regulamento do Padre Chevrier de 1857.

[97]    V.D. p. 323.

[98]    Regulamento dos Padre do Prado de 1878.

[99]    V.D. p. 295.

[100]    V.D. p. 413-414.

[101]    V.D. p. 319.

[102]    Regulamento dos Padre do Prado de 1878.

[103]    “Os Padres – dizia o Padre Chevrier – devem sustentar-se entre si” (V.D. p. 319).

[104]    V.D. p. 322.

[105]    V.D. p. 311-317.

[106]    V.D. p. 307, e também p. 299.

[107]    V.D. p. 519.

[108]    V.D. p. 319.

[109]    V.D. p. 260.

[110]    V.D. p. 259.

[111]    «Quadro de São Fons»

[112]    Palavras do Padre Chevrier em sua última enfermidade.

[113]    Col 1,24.

[114]    P.O. 15.

[115]    V.D. p. 333.

[116]    V.D. p. 256.

[117]    P.O. 15.

[118]    V.D. p. 257.

[119]    Jo 12,24.

[120]    Hb 5,8-9.

[121]    Jo 13,1.

[122]    1 Cor 7,35.

[123]    Regulamento do Padre Chevrier de 1857.

[124]    «Quadro de São Fons»

[125]    2 Cor 5,14.

[126]    P.O. 16.

[127]    Jo 3,27-30.

[128]    Lc 18,29-30.

[129]      Jo 11,52.

[130]      Jo 17,21.

[131]      V.D. p. 151.

[132]      V.D. p. 152

[133]      P.O. 8.

[134]      L.G. 28.

[135]      Fil 2,5-7.

[136]      Carta n° 295.

[137]      V.D. p. 257.

[138]      V.D. p. 103.

[139]      V.D. p. 225.

[140]      Processo de Beatificação, t. 1, 61.

[141]      V.D. p. 151.

[142]      Mc 3,14.

[143]      V.D. p. 222.

[144]      V.D. p. 222.

[145]      1 Cor 3,9-13.

[146]      Palavras do Padre Chevrier referentes ao momento da sua conversão na noite de Natal de 1856, segundo o testemunho de João-Maria Laffay (processo de beatificação, t. 2,98)

[147]      Ef 4,16.

[148]      V.D. p. 527.

[149]   Na capela de Saint-Fons a terceira parte do quadro encontra-se ao centro, pintada sobre a parede onde se encontra a porta que dá para a capela. Esta disposição exprime bem a convergência do conjunto para esta terceira parte.

[150]   Dei-vos o exemplo para que, como eu fiz, também vós façais. (Jo 13,15).

[151]   Nesta parte, no manuscrito, encontram-se esboçados três desenhos: o Menino Jesus no Presépio, uma Cruz e uma Hóstia.

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